Superar grandes desafios foi o segredo do Paraná Clube para voltar à primeira divisão em 2017. Grandes obstáculos dentro e fora de campo foram vencidos para que o acesso fosse comemorado. O caminho se repete neste ano. E não há tarefa maior no gramado do que derrotar o líder com sobras. Com uma campanha que já encaminhou a volta para a Série A, o Bragantino é o adversário tricolor amanhã, às 16h30, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista. Num dos seus melhores momentos na temporada, o Paraná acredita que pode repetir a história.

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Algo que já acontece nesta Segundona. A sequência positiva de agora é semelhante à que o Paraná teve no primeiro turno. Foram cinco vitórias consecutivas, que começaram contra o Coritiba, passando por Operário, Bragantino, Brasil de Pelotas e Figueirense. A série atual é de duas vitórias, justamente contra Coxa e Fantasma. Mas, devido ao equilíbrio da Segundona, se lá atrás a arrancada levou o time à vice-liderança, neste momento o Tricolor ocupa a quinta colocação, com os mesmos 41 pontos do América-MG, o quarto colocado, mas com uma vitória a menos.

Essas repetições andam rondando o Paraná. Às vezes são ‘reprises’ nada agradáveis, como os problemas da atual diretoria com o empresário Carlos Werner, que liderou o grupo “Paranistas do Bem” até romper com o presidente Leonardo Oliveira e o então gestor de futebol Rodrigo Pastana. Em 2017, uma briga de vaidades gerou o rompimento. E agora, em outro capítulo dessa história, o clube precisou ceder a posse do Ninho da Gralha na Justiça para Werner – o empresário alugará o local de graça para o Tricolor nos próximos cinco anos.

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Mas o filme que todos querem ver repetido é o dentro de campo. Tal como em 2017, um time desacreditado com um jovem técnico conseguiu o acesso. No início do segundo turno da Série B daquele ano, o Paraná também teve cinco vitórias consecutivas – sobre Juventude, Goiás, Londrina, Guarani e Náutico. Foi o momento da entrada pra valer na disputa. Matheus Costa participou dessa caminhada, e é elogiado pelos jogadores de hoje. “Além do trabalho, ele também blinda a gente de muita coisa, ele é o nosso escudo”, comentou o goleiro Thiago Rodrigues, que inclusive levou o treinador para ser aplaudido pela torcida após o jogo contra o Operário, em Ponta Grossa. “Foi um ato de gratidão”, disse.

Contra o bicho-papão de 2017, o Internacional, deu Tricolor na Arena. Foto: Albari Rosa
Contra o bicho-papão de 2017, o Internacional, deu Tricolor na Arena. Foto: Albari Rosa

Para afirmar o bom momento, o próximo passo é encarar o Bragantino. Assim como o Internacional há dois anos, o time paulista é o bicho-papão da Série B. Tem oito pontos de vantagem para o segundo colocado, o Atlético-GO. Para o Tricolor, são 13 pontos de diferença (54 a 41). Só um desastre tira o Massa Bruta da primeira divisão em 2020. “Eles estão muito bem, dispensam comentários”, resumiu Thiago Rodrigues. “Pela campanha que eles vêm fazendo, eles têm todo o mérito de estar na liderança”, concordou Matheus Costa.

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Assim como no primeiro turno, o Paraná vai encarar o líder como azarão e vindo das duas vitórias sobre adversários paranaenses. E por isso o Tricolor aposta neste “Vale a Pena Ver de Novo” – afinal, derrotou o Braga por 2×1, de virada. “Cada rodada é uma decisão. São jogos que podem mudar a história do clube, dos atletas, de todos nós. Sabemos da nossa qualidade e do momento que estamos vivendo. Tudo isso fortalece nosso trabalho, e mesmo sendo muito difícil, acredito muito no Paraná Clube”, finalizou o treinador paranista.

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