Em consulta médica

Abuso sexual em Araucária é detalhado por paciente autista: “É revoltante”

médico
Paciente autista denuncia abuso durante consulta médica. Foto ilustrativa: Freepik

A mulher que acusou um médico de abuso sexual após uma consulta na Unidade de Saúde Centro, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, falou sobre o que aconteceu no último dia 7 de fevereiro. Ela aguarda o resultado do exame de corpo de delito realizado na semana passada, no Hospital de Clínicas, em Curitiba.

A Polícia Civil (PCPR) vai ouvir testemunhas nos próximos dias e procura em câmeras de segurança imagens que possam ajudar no inquérito. O médico suspeito segue afastado da unidade de saúde onde ocorreu o problema.

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Com 28 anos e apresentando grau 1 do transtorno do espectro do autismo (TEA), a vítima pediu para a reportagem da Tribuna do Paraná o anonimato. No entanto, informou os detalhes da consulta e das ações do médico durante o atendimento. Apresentando problemas intestinais, a mulher que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde de Araucária, agendou consulta para a Unidade Centro.

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“Devido ao autismo, não gosto de ter pessoas me tocando, ou seja, evito consultas. Tentei métodos caseiros e não funcionou, e por isso, pedi para o pessoal da prefeitura marcar a consulta. Entrei no consultório e comentei o que estava acontecendo. Falei tudo que estava incomodando, que não ia ao médico faz tempo, que precisava ir a um ginecologista e que tinha achado um nódulo nas minhas mamas, ou seja, tudo que me incomodava”, disse a mulher.

Na sequência, o médico a examinou na região das costas e teria dito que tinha um tempo antes do almoço para seguir na consulta. Fez novas perguntas sobre a questão clínica e pediu para a moça se deitar em uma maca.

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“Ele disse que me examinaria e encaminharia direto para a mamografia. Ao fim do exame, ele lambeu minhas partes íntimas. Saí correndo do consultório e liguei para a Guarda Municipal. Ele percebeu que eu estava no telefone e saiu correndo”, relatou a moça que procurou também ajuda no próprio posto de saúde alertando a ocorrência. “É revoltante. Eu preciso ajudar outras pessoas indefesas e acredito que muitas baixam a cabeça. É preciso denunciar“, desabafou a mulher.

Após a confusão, o médico deixou a unidade e foi para um outro posto de saúde de Araucária, onde ele também presta serviço. O profissional é concursado e trabalha 40 horas semanais no município.

Investigação

Ao ser informada da situação, a Guarda Municipal de Araucária foi até um outro posto de saúde procurar o médico. Lá o encontrou, e ele foi espontaneamente para a Delegacia da Polícia Civil da cidade. De acordo com o delegado Eduardo Kruger Costa, o médico negou qualquer tipo de agressão à mulher. “Ele narrou o que ocorreu na sala e negou. Era a última consulta dele no posto, e ele disse que não saiu correndo. Ele foi trabalhar em outro posto”, comentou o delegado.

A Polícia Civil aguarda depoimentos de testemunhas e do resultado do laudo do exame realizado na mulher. “O exame pode apontar algo, pois ficam vestígios como a saliva. O médico não tem passagens policiais e temos que ouvir os servidores. Estamos buscando imagens nas proximidades para analisar se ele saiu às pressas”, completou Eduardo.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informou que está sendo aberta sindicância a partir de denúncia tornada pública pelos veículos de comunicação.

A prefeitura de Araucária relatou que o médico está afastado do trabalho no posto do Centro, mas pode seguir exercendo a profissão em outra unidade da cidade. Um processo administrativo vai ser aberto para apurar a conduta do profissional.

Advogado rebate a acusação

Carlos Henrique de Sousa Rodrigues, advogado de representa o médico, salientou junto à reportagem, que a acusação não é verdadeira. “A história é tão inverossímil que ele não foi preso em flagrante. O despacho da delegada da Central de Flagrantes foi nesse sentido, que é preciso investigar e que a história não é convincente’” relatou o advogado, que informou que o médico atua em Araucária há 22 anos e jamais teve uma denúncia semelhante.

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