Quatro pessoas foram presas, entre elas um estudante universitário, suspeitas de produzir ecstasy em Curitiba e vender para vários estados do Brasil. As investigações foram feitas pela Polícia Federal (PF), que cumpriu também, nesta quarta-feira (17), cinco mandados de busca e apreensão e encontrou até uma prensa que era usada pelo grupo para a produção da droga. A suspeita é de que eles movimentavam grande quantia em dinheiro. A ação policial foi batizada como Operação Hipster, em alusão ao estudante alvo das investigações, que tinha um estilo mais alternativo.

Foto: Divulgação/Polícia Federal.
Foto: Divulgação/Polícia Federal.

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Segundo a PF, a investigação começou a partir de informações recebidas relativas à compra dessa prensa para a produção de drogas. “Além disso, também tivemos apreensões de postagens, pelos Correios, para três ou quatro estados do país, mas conseguimos dados que demonstram que foram feitas postagens para muitos outros locais fora do Paraná”, disse o delegado Vinicius Oliveira Binda.

Com apoio até mesmo do DEA (órgão que combate as drogas nos Estados Unidos), que ajudou a PF com algumas informações, os policiais foram chegando ao grupo e conseguiram fechar o cerco. “Prendemos as quatro pessoas, entre elas um casal que era responsável pela distribuição de drogas para vários locais do Brasil. Eles não só distribuíam, mas também produziam”.

Durante a investigação, que durou um período de dois meses, foram identificados o envio de pelo menos 80 envelopes. Segundo a polícia, os pacotes foram enviados para o Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espirito Santo, Distrito Federal e algumas outras regiões. A PF também descobriu grande movimentação de dinheiro na conta corrente de um dos suspeitos, valor que ultrapassou os R$ 500 mil num período de 10 meses.

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Foto: Divulgação/PF.
Foto: Divulgação/PF.

Além das prisões, os policiais apreenderam também 450 comprimidos de ecstasy já prontos para a venda, dois veículos, uma moto, 30g de MDMA, substância que é base para produção dos comprimidos, um revólver calibre .38 e munição e mais R$ 46 mil em dinheiro. “E materiais para a produção de mais de dois mil comprimidos que faltavam só ser prensados. Também recolhemos a prensa usada por eles”, contou o delegado.

As prisões tem validade temporária, mas como as investigações continuam, podem ser convertidas em preventiva conforme avaliação judicial. Os presos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde ficam à disposição da Justiça. Se condenados, podem pegar penas superiores a 20 anos de prisão.

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