Ré no processo da morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, Cristiana Brittes – que saiu da cadeia no último mês de setembro – não vai mais precisar usar tornozeleira eletrônica, decidiu nesta quarta-feira (9) a juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, na região de Curitiba. A juíza também mandou soltar mais 3 acusados pelo crime: David Willian Silva, Ygor King e Eduardo Henrique Ribeiro da Silva.

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Com isso, Edison Brittes, marido de Cristiana e assassino confesso do jogador, é o único dos sete indiciados que permanece preso.

Pela determinação, embora soltos, os réus terão de cumprir algumas medidas. Eles não poderão sair de casa durante a noite ou em dias de folga e estão proibidos de irem a bares ou casas noturnas. Também terão de comparecer todos os meses à Justiça e não podem ter contato com os demais envolvidos no processo, incluindo Cristiana e Allana Brittes, que deixaram a prisão recentemente. Evellyn Brisola, outra envolvida, não chegou a ser presa.

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Segundo o advogado de Cristiana, Claudio Dalledone Junior, ela deve retirar a tornozeleira eletrônica ainda nesta quinta-feira (10). No entanto, as outras medidas impostas continuam válidas, o que significa que ela não pode sair de São José dos Pinhais, nem ter contato com a filha Allana Brittes.

O advogado de defesa de David e Ygor, Rodrigo Faucz, disse que a decisão da juíza de soltar seus clientes já era esperada. “Não há motivo para a prisão preventiva deles neste momento, é normal que eles sejam soltos”, comentou o advogado.

Já a defesa da família do jogador prefere não se manifestar no momento, já que fará isso diretamente à justiça, em breve. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de um dos acusados.

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Em nota, a defesa do réu confesso Edison Brittes, preso há 11 meses, disse que entrará com pedido de liberdade de Brittes em breve. Para eles, o réu não oferece risco nenhum no curso do processo.

Todas as decisões da juíza saíram um dia após o Ministério Público (MP) solicitar à Justiça que os sete réus da morte do jogador sejam levados a júri popular. Agora, cabe à juíza Luciani Regina Martins de Paula decidir.

O caso

O corpo do jogador Daniel foi encontrado na manhã do dia 27 de outubro de 2018 em um matagal de São José de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (RMC). A vítima teve o pescoço quase degolado e o órgão sexual decepado.

Antes de ser assassinado, o atleta havia passado a noite na festa de 18 anos de Allana. Depois da comemoração em uma casa noturna no bairro Batel, em Curitiba, o jogador acompanhou a família e outros amigos da jovem para uma outra festa na casa da família Brittes, onde foi espancado e, depois, levado para um matagal em São José dos Pinhais.

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Edison Brittes Jr. admitiu ter matado o jogador após supostamente tê-lo flagrado tentando estuprar sua esposa, tese que foi descartada pela investigação. Contra Allana pesam as investigações de ter enviado mensagens a duas testemunhas com o intuito de combinar detalhes do caso que seriam dados à polícia. O encontro ocorreu em um shopping no dia seguinte à morte do atleta.

Além da família Brittes, são réus também no processo David Willian da Silva, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver; Ygor King (homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver); Eduardo Henrique da Silva (homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente); e Evelyn Brisola, que responde em liberdade por denunciação caluniosa e fraude processual.

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