Investimento

Dá para ganhar dinheiro com leilão! Especialista dá dicas de como investir

Foto: Átila Alberti / Tribuna do Paraná.

Podendo parecer algo complicado e longe da realidade, o leilão, na verdade, é uma boa oportunidade de investimento tanto para quem quer adquirir um produto para uso próprio, quanto para aqueles que desejam comprar para vender o item logo em seguida. Além disso, todo bem pode ser leiloado. Inclusive há casos de leilões de bens intangíveis, como marcas e cotas de empresas.

Especialista em leilões judiciais, fundador e responsável pela Kronberg Leilões há 24 anos, Helcio Kronberg, leiloeiro formado em Curitiba, dá algumas dicas para quem tem interesse em investir na área.

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A respeito do tema é importante explicar dois conceitos. Conforme indica o leiloeiro, leilões judiciais são aqueles que acontecem por ordem do poder judiciário. Ou seja, ele está relacionado a um processo no qual há uma dívida que não foi paga ou a uma ação que não foi cumprida, fazendo com que o patrimônio precise ser leiloado. Já os leilões extrajudiciais não envolvem processos na justiça e podem ser realizados por empresas, bancos e indústrias.

Definidos esses conceitos, Kronberg explica que antes de participar de um leilão é necessário planejar e considerar alguns pontos, como: o valor que pode investir para comprar um bem; o tempo em que deseja ter aquele item, visto que alguns leilões são mais demorados que outros; o conhecimento que possui naquele produto que está pensando em comprar; e a certeza de que o leiloeiro é confiável.

“A grande dica é, primeiro, verificar o valor que tem interesse em investir e a velocidade que quer ter esse retorno. Existem leilões onde você tem uma rapidez na entrega dos bens e outros que tem uma demora na entrega. Nos leilões extrajudiciais, que normalmente são leilões públicos, de empresas públicas, autarquias, sociedade de economia mista, você compra esses bens e praticamente recebe imediatamente. E também nos leilões privados, que geralmente são de bancos e seguradoras”, afirma.

O leiloeiro também comenta que cada tipo de leilão possui um ponto mais favorável. Por exemplo, como os leilões extrajudiciais possuem uma entrega mais rápida, eles são mais disputados. Por isso, para quem quer encontrar preços mais atrativos e não se importa com o tempo de entrega do item comprado, é provável que leilões judiciais sejam a melhor opção.

“Dificilmente em um leilão extrajudicial você vai comprar um bem por 50% do valor. No leilão judicial isso é praticamente uma regra, os lances começam em 50% do valor [avaliado]”, completa o especialista.

Apesar dessas diferenças, Kronberg garante que todas essas possibilidades são seguras. “O leilão é a forma mais transparente de venda porque todo mundo está vendo quais são os lances que estão sendo dados”.

Com orçamento mais baixo, em qual leilão devo investir?

“Depende, depende do que a pessoa quer”, diz o leiloeiro. Entretanto, ele recomenda que pessoas com valores menores invistam em leilões de veículos. “No leilão de veículo você vai comprar um bem de valor abaixo do mercado. Claro que você nunca deve se aventurar no mercado que não conhece. Vá ver o carro e as condições que ele se encontra. Eu sou leiloeiro, por exemplo, da PRF [Polícia Rodoviária Federal]. Nesses leilões existe uma série de veículos que estão sendo comprados, alguns são sucatas, outros são veículos de circulação. Esse tipo de leilão é uma grande oportunidade para investidores que querem ingressar nesse mercado”, aconselha.

Sobre os leilões judiciais envolvendo veículos, Kronberg chama atenção para um detalhe: é preciso aguardar o prazo de desvínculo de débitos e restrições, processo realizado pelo próprio órgão de trânsito que vendeu o item. “Se você quer comprar um carro hoje para circular amanhã, não é esse tipo de leilão [que deve investir]. A média para desvínculo desses débitos e restrições é de 90 a 120 dias. Quando o veículo é de fora do estado, chega a mais ou menos 180 dias. Enquanto isso não pode transitar com o veículo, mas pode estar arrumando”, explica.

Portanto, para quem tem interesse em comprar um veículo e vender rápido, o especialista indica leilões de veículos financiados, geralmente operados por bancos que retomam o veículo não pago. “Então o banco se responsabiliza pelos documentos. Obviamente eles vão ter um valor de venda bem maior do que os veículos de apreensão de trânsito”.

Dica para ganhar dinheiro com leilões

“A compra de máquinas, equipamentos, móveis, utensílios e ferramentas. Normalmente se encontram em leilões judiciais e judiciais de massa falida (itens de uma empresa que já teve falência decretada). Ali, normalmente, ganha muito dinheiro quem compra”, orienta Kronberg.

Ele explica que isso acontece porque esses itens eram de uma pessoa que não pagou a dívida e teve os bens removidos, tornando necessária a venda dos mesmos para fazer o pagamento desse processo. Portanto, os lances começam, em média, 50% abaixo do valor da avaliação.

“É muito comum a gente ver pessoas que compram máquinas, reformam e vendem por um valor significativo no mercado. Lembrando que nem sempre a avaliação reflete o valor do mercado, ela pode ser inclusive abaixo porque leva em consideração a venda forçada, o estado de conservação do bem e a manutenção”, complementa Kronberg.

O especialista no assunto revela que muitas pessoas também procuram por leilões de imóveis. “Tudo isso depende muito do apetite das pessoas. A maior parte procura imóveis, rurais ou urbanos. E isso é mais fácil para o mercado verificar o real valor. É sempre importante que o interessado faça sua pesquisa, independente do que ele encontra no site. Ele vai ser sensível, por exemplo, porque ele sabe o quanto vale um imóvel no bairro dele e também conhece o estado de conservação do imóvel”, comenta.

“Um ponto interessante é que a partir do momento que um bem foi arrematado, esse imóvel naturalmente já se valorizou porque ele sai de um contexto litigioso, passa a fazer parte do patrimônio de uma pessoa e a partir deste momento, pode ser vendido. A gente sempre imagina que a partir do momento em que existe uma arrematação, naturalmente aquele bem já teve uma valorização da ordem de 20% a 30%”, relata.

Outra curiosidade apontada por Kronberg é que leilões judiciais podem ser parcelados. “Existe uma regra de 25% de sinal e o restante [do pagamento] em 30 parcelas. Então quem compra não obrigatoriamente precisa ter todo o dinheiro de uma vez”.

Foto: Átila Alberti / Tribuna do Paraná.

“Desconfie quando a esmola é grande”: cuidado com golpes

Independente do tipo de leilão escolhido para investir, Kronberg alerta para sempre tomar cuidado com golpes. Ele cita como exemplo uma quadrilha que aplicava o golpe do falso leilão e que possuía 540 sites falsos para cometer o crime. “Quem nunca comprou em um leilão verdadeiro acaba caindo no golpe pela atratividade do bem”, comenta.

Para ficar atento, confira uma lista com as principais dicas dadas pelo leiloeiro:

  • Sempre verifique quem é o leiloeiro: entre em contato com o leiloeiro, com o escritório e visite as instalações. “Sempre vai ter golpista, para isso deve-se assegurar quem é o leiloeiro, a credibilidade e o endereço”.
  • Conheça o produto: se tiver interesse em participar do leilão, independente de qual seja, verifique o produto. “Onde estão os veículos, por exemplo, eles podem ser verificados. Tenha o mínimo de cuidado, não seja levado por uma tentação única”.
  • Confirme as informações de pagamento: antes de pagar, confirme se o dinheiro está sendo destinado para a pessoa certa. “Leilões judiciais, via de regra, são feitos os pagamentos através de guias judiciais depositadas em processos judiciais. Se você tem dúvida, procure um advogado que tem conhecimento jurídico maior”.
  • Desconfie da falta de informação: um leilão judicial deve conter informações básicas de quem é o leiloeiro, qual o telefone de contato e quais são os números dos processos. Se esses dados estiverem incompletos, desconfie. “Em leilão extrajudicial, procure saber quem é a empresa que está vendendo. Desconfie quando tiver um site que termine com ‘.org’ ou ‘.com’. Os golpistas gostam de usar ‘.com/br’. Ou seja, são domínios que estão no exterior para dificultar as investigações”.
  • As aparências enganam: “desconfie de sites onde tudo é muito bonito. Nos leilões em geral a gente vende o que é bom e o que é ruim. Dificilmente em um leilão golpista vai aparecer uma sucata ou um bem em mau estado de conservação”.
  • Leiloeiro não cobra o pagamento imediatamente: se o leiloeiro começa a ligar para cobrar imediatamente após o arremate, fique alerta. “Um leiloeiro manda guia judicial, um e-mail. Fica tudo muito bem documentado. O golpista precisa de dinheiro rápido. Ele normalmente pede pix. Por mais que existam prazos de pagamento, eles são razoáveis. Ninguém liga dizendo ‘pague agora’.
  • Leia o edital do leilão: para Kronberg, essa é a regra fundamental. “Leia sempre o edital do leilão, lá tem todas as explicações. Golpistas sequer usam editais”.
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