O Athletico é finalista do Campeonato Paranaense. Claro que a vaga estava assegurada desde a goleada por 5×1 no jogo de ida, na Arena, mas a confirmação só veio com o empate em 0x0 com o FC Cascavel nesta quarta-feira (29), no estádio Olímpico Regional. Classificação justa e esperada, porque com seu time principal o Furacão teria até uma obrigação de chegar na decisão – que será contra o Coritiba, a partir deste domingo (2), na Arena da Baixada.

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Desde a volta do futebol, o Athletico demonstrou evolução em três jogos – o desta quarta, por conta da extrema vantagem, não teve o mesmo ritmo das goleadas sobre Londrina e Cascavel. Mas o que se esperava dos titulares rubro-negros era isso mesmo: imposição técnica diante dos adversários, o que aconteceu nas quartas de final e na semifinal do Campeonato Paranaense.

As mudanças no Athletico

Com a classificação encaminhada, o Athletico fez o que devia fazer: preservou alguns de seus jogadores – desde o jogo de ida, quando Thiago Heleno levou o terceiro cartão amarelo. Com isso, o time que foi a campo tinha Zé Ivaldo e Adriano na defesa, Bruno Leite no meio-campo e Vitinho no ataque. Destes quatro, apenas Adriano deveria ser titular no primeiro jogo da final. Mas uma expulsão boba o tira da partida de domingo, e dá a Abner a maior chance desde que chegou à Baixada.

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Se é totalmente certo que Dorival Júnior tenha poupado Nikão e Léo Cittadini, imaginei que Wellington também seria preservado de início – mas o fato de ele ter sido substituído nos jogos anteriores deve ter sido levado em consideração. Mas é preciso ter em mente que não é só por conta do 5×1 do jogo de ida, mas também porque jogador algum resiste a uma sequência tão pesada de partidas. E isso vai acontecer no Brasileirão, não tem jeito.

O jogo

Não havia necessidade do Furacão imprimir a mesma velocidade da partida da Arena da Baixada. O objetivo inicial era manter a posse de bola pra correr o mínimo risco possível. Bruno Leite e Marquinhos Gabriel são jogadores de mais chegada, então não havia um ‘pensador’ no Athletico. O FC Cascavel tentava na bola longa pela diagonal, tentando quebrar as linhas de marcação rubro-negra. Mas, tirando uma ou outra ciscada de Lucas Tocantins, não houve muita emoção no primeiro tempo.

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O segundo tempo valeu pela volta de Fernando Canesin e Jonathan, que ainda não tinham retornado aos gramados. Mas Carlos Eduardo e Erick preocupam para o primeiro jogo da final – principalmente o volante, que vem dando conta do recado na lateral-direita. A partir da expulsão de Adriano, o FC Cascavel tentou encaixar uma pressão, mas nada muito forte. E o empate sem gols fez jus a um jogo tecnicamente fraco, que serviu mesmo para o Athletico dar ritmo para vários jogadores.

Serpente

Mesmo eliminado com um agregado bem ingrato, o FC Cascavel sai do Paranaense de cabeça erguida. Recolocou uma praça super importante no cenário do nosso futebol, surge com um projeto de médio prazo e que pode chegar longe. Quanto mais clubes fortes, mais o Paraná terá representatividade no futebol brasileiro. Boa sorte na Série D!


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