A qualidade ainda é a diferença do futebol, e isso foi o que aconteceu em Athletico x FC Cascavel. A goleada do Furacão por 5×1, neste domingo (26), na Arena da Baixada, veio por conta da superioridade técnica do time diante de um adversário bem arrumado. A evolução da preparação física, do conhecimento tático e até dos conceitos da psicologia do esporte mudaram o futebol. E geram partidas muito interessantes.

Na intensidade

O Athletico tentou claramente repetir a estratégia da goleada sobre o Londrina. Dorival Júnior queria evitar sustos, que claramente estão acontecendo neste Campeonato Paranaense. A volta de Márcio Azevedo, apesar de esperada, vai ficando cada vez mais incompreensível. Com Abner aparecendo bem e Adriano sendo o melhor dos laterais, não faz mais sentido a escalação de Márcio como titular.

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A resposta da intensidade do Furacão viria no mesmo tom. A Serpente de Marcelo Caranhato não mudou a forma de jogar. Pressionava, espetava Lucas Tocantins e Magno e tinha muita movimentação ofensiva. Foi bacana de ver o trabalho tático em boa parte deste Athletico x FC Cascavel – e uma demonstração do time do Sudoeste que é possível ter uma equipe competitiva apesar da diferença de investimento.

Athletico x FC Cascavel: o jogo

A marcação forte dos dois times desde o apito inicial obrigava a buscar soluções técnicas. O Athletico tinha as opções de Léo Cittadini vindo de trás e de Erick fazendo a combinada com Nikão – só que o camisa 11 era perseguido, sempre alguém estava na cola dele. Seria necessária uma participação mais efetiva de Carlos Eduardo e principalmente Marquinhos Gabriel.

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Apesar de ser muito interessante para o analista, um jogo de conceitos táticos baseados na marcação tem um grande problema: se tudo for bem executado, as chances de gol diminuem muito. Foi o que aconteceu até a metade do primeiro tempo. Com o avanço da linha rubro-negra, a Serpente não conseguiu jogar. E com o Furacão acontecia coisa semelhante.

Nessa hora é preciso que a técnica faça a diferença. E ela veio na cobrança de falta de Marquinhos e na cabeçada de Lucas Halter – o Athletico saiu na frente. E mantendo o ritmo, o segundo gol saiu com Guilherme Bissoli, que parece não ter sentido a ‘onda Walter’. A vantagem veio graças à superioridade técnica do Furacão.

A goleada

Havia do outro lado um adversário cheio de méritos para chegar até a semifinal do Campeonato Paranaense. Em desvantagem, o FC Cascavel seguiu seu ritmo até construir a jogada do gol de Henrique. O primeiro tempo terminava 2×1. E Marcelo Caranhato é o melhor técnico do Estadual, aconteça o que acontecer até o dia 5 de agosto.

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Só que o ‘dono’ do Furacão estava em campo. E na primeira oportunidade que Nikão teve espaço no duelo com Quaresma o camisa 11 fez o terceiro gol rubro-negro, resolvendo a parada. O quarto e o quinto, de Marquinhos Gabriel e Guilherme Bissoli, deixou os donos da casa muito perto da final do Campeonato Paranaense. E fazendo por merecer a segunda goleada seguida.


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