O Coritiba é finalista do Campeonato Paranaense. Após a quarta vitória seguida desde a volta da competição, desta vez o 2×0 sobre o Cianorte, nesta quarta-feira (29), no Couto Pereira, o Coxa volta à decisão do Estadual graças a Rafinha, que de novo decidiu a partida. É ele a esperança alviverde nas duas partidas contra o Athletico – a primeira neste domingo (2), às 16h, na Arena da Baixada.

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Com a melhor campanha desde a primeira fase – e o único a vencer todos os jogos nesta retomada de Paranaense, o Coritiba tem a vantagem de decidir em casa. Mas, como já vimos, o ‘novo normal’ faz esse fator local ter importância menor. Até agora, em doze partidas, foram cinco vitórias de visitantes e cinco de mandantes. O que aumenta ainda mais a imprevisibilidade dos dois Atletibas, já normalmente sem previsões.

Um Coritiba bem diferente

Cheio de mudanças e em vantagem, o Coritiba tinha duas situações que traziam curiosidade. A primeira seria a formação sem um volante destruidor na frente da defesa. Renê Júnior, Matheus Bueno e Matheus Galdezani são mais leves, e criam uma nova opção de formação no meio-campo. E a segunda era a escalação de Gabriel como extrema – foi assim que ele brilhou no Bahia, e havia a expectativa de que ele podia render mais do que estava rendendo. Os três volantes tiveram uma atuação tranquila, mas o meia ficou devendo de novo.

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As alterações no meio-campo não mudaram o desenho tático alviverde, num 4-1-4-1 com Gabriel e Rafinha voltando bastante para compor na marcação. Apesar de Eduardo Barroca dizer antes do jogo no DAZN que queria o Coritiba se impondo, de início o Coxa deu a bola para o Cianorte para tentar o contragolpe. E o Leão do Vale não se intimidou e jogou no campo ofensivo. Como os donos da casa estavam fechados, o domínio não surtia muito efeito.

Quando tinha a posse de bola, o Coritiba também não conseguia jogar. Rafinha e Gabriel eram as melhores opções, mas também estavam marcados e o jogo ficava morno. Tanto que uma grande chance mesmo só veio aos 32 minutos com Matheus Bueno – o cruzamento foi de Patrick Vieira, mostrando que era possível criar alternativas, e que elas passavam por uma movimentação maior alviverde.

Longe do ideal

A partir desse momento, os donos da casa já controlavam a partida. O Cianorte sentiu a pressão, desistiu de ficar com a bola e foi o Coxa que começou a tentar um jogo de imposição técnica. Mas a falta de ritmo de boa parte do time impedia um controle pleno da partida. Renê Júnior e Wanderley claramente precisam de sequência, e como eles passaram por lesões, esse período de treinos em meio à pandemia ficou longe do ideal para eles.

Wanderley tenta o chute. O centroavante do Coritiba está sem ritmo de jogo. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

Assim como nas outras partidas dessa volta do Campeonato Paranaense, o Coritiba voltou com dificuldades. Começava a ver o Cianorte gostar do jogo, mas uma ligação direta de Sabino encontrou Rafinha. E, bem, como é de praxe, o camisa 7 decidiu o jogo. Foi um gol de quem sabe, percebendo a saída de Bruno e cabeceando por cima. A ‘Rafinhadependência‘ segue firme e forte. O goleiro do Leão acabou fazendo uma presepada no lance que deu números finais à partida, mesmo que pro registro o gol contra fique para Maurício.

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Para a final contra o Athletico, o Coritiba sabe que terá que ter um rendimento bem superior, já a partir do jogo de ida, na Arena. O time certamente será diferente, mas todos têm noção que passarão pelo principal desafio até agora – e que terá reflexo para o restante da temporada.


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