O Coritiba fechou um acordo na Justiça para pagamento de uma dívida trabalhista com o técnico Paulo César Carpegiani, que comandou o clube por sete meses, entre o fim de 2016 e o início de 2017, durante a gestão do ex-presidente Rogério Bacellar.

A dívida que o Coxa terá que arcar será de R$ 3,4 milhões, parcelados em 11 vezes. Os valores das parcelas não são iguais e variam de R$ 150 mil até R$ 450 mil por mês. A primeira parcela, de R$ 361 mil, já foi executada no final de fevereiro. A última prestação está prevista para 20 de dezembro de 2020, no valor de R$ 400 mil.

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Com dificuldade de contratar jogadores com salários altos para o Brasileirão, o Alviverde terá gastos com Carpegiani equivalentes a um jogador de ponta do futebol brasileiro com um salário de R$ 300 mil, se considerarmos um contrato até o final do ano, mais o 13º salário.

A ação do técnico teve início em 2017 com o pedido de R$ 2,2 milhões. O treinador cobrava acordos não cumpridos pelo Coritiba como premiação pela permanência na Série A, demissão sem justa causa, direitos de imagem, consultoria técnica e dano moral.

A ação chegou a ser executada no final do ano passado e as cotas de televisão do Coxa haviam sido penhoradas pela Justiça. Com o novo acordo, o dinheiro proveniente da Rede Globo volta a ficar livre para entrar nos cofres do clube.

Esta é a segunda ação de um ex-técnico da gestão Bacellar que o atual presidente, Samir Namur, assume. A outra havia sido a de Marcelo Oliveira, técnico que comandou o time no rebaixamento, em 2017, e ganhou uma ação milionária em agosto de 2019.

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