Candidato pelo PSL, Fernando Francischini disse que vai transformar a Guarda Municipal de Curitiba em “Polícia Municipal” e aumentar a vigilância da cidade com a integração de câmeras públicas e privadas. “Vamos fazer de Curitiba uma cidade com os menores índices de violência do Brasil, a capital mais segura do Brasil. Eu faço um carimbo sem medo porque eu sei como fazer, tenho experiência para fazer, sem medo de errar […]. Nós queremos dar um passo à frente, buscar coisas novas, que os últimos prefeitos não conseguiram fazer na cidade”. Fernando Francischini participou do quadro Candidato em 20 minutos, da Tribuna.

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O candidato também disse que “aprendeu com os erros do passado” ao falar do plano de carreira dos servidores municipais de Curitiba e relembrar o episódio violento do dia 29 de abril de 2015, conhecido como Batalha do Centro Cívico, quando eram votadas na Assembleia Legislativa do Paraná as mudanças no regime previdenciário de professores e funcionários de escolas. Foram mais de 200 feridos em uma ação de enfrentamento da Polícia Militar (PM) e Francischini era o secretário de Segurança Pública do Estado.

“Eu acho que, passados esses anos, a gente aprende mais com os erros do que com os acertos. Eu era uma peça daquilo tudo com pressão e infelizmente houve confronto. É difícil e triste. Uma pessoa que tem maturidade para ser candidato a um cargo tem que aproveitar tudo que ela viu no passado, que ela acha que poderia ter sido diferente, e aprender com isso para que no nunca mais se repita daquela forma”, destacou o candidato sobre o caso de 2015. 

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Sobre a gestão da Saúde na capital, o candidato prometeu a criação de um centro de telemedicina, para triagem, consultas e alguns exames. Francischini explica que, para isso, contará com o apoio de sua candidata a vice-prefeita, a médica Letícia Chun Pei Pan. “Ela é uma especialista em saúde pública. Eu quero que ela me ajude a implantar um centro de teleatendimento em medicina. É um primeiro passo da tecnologia, aliada com a saúde, para diminuir filas e tempo de atendimento. A gente quer que Curitiba seja uma capital do primeiro mundo. Para ser uma capital de primeiro mundo, nós temos que trazer a tecnologia e inovação para dentro da saúde”, explicou.

Francischini prometeu para janeiro do ano que vem, caso eleito, um “grande pacto de refinanciamento das dívidas da prefeitura, com os empresários e com as pessoas físicas”. A ideia, segundo ele, é trazer de volta para o caixa da prefeitura os valores devidos do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) e outras taxas. “Mesmo que parcelado, vai fazer com que ele [empresário] volte a abrir as portas para poder abrir o emprego novamente”.

Candidato em 20 minutos

Todos os candidatos à prefeitura de Curitiba foram convidados para participar da conversa. As entrevistas são de 20 minutos, gravadas e serão publicadas na íntegra, sem cortes. O candidato Zé Boni (PTC) foi convidado pela reportagem da Tribuna, mas não participou por questões de agenda.

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