A sessão plenária que levaria a júri popular o apresentador de TV Roberto Aciolli foi adiada para o ano que vem. Aciolli é acusado de matar a tiro o engraxate Paulo César Heider, em dezembro de 1999. O júri seria realizado nesta quinta e sexta-feira (13 e 14 de dezembro), no Tribunal do Júri de Curitiba. Mas Aciolli alegou problemas de saúde – fortes dores articulares, que o levaram ao hospital numa cadeira de rodas, na noite anterior ao júri – e a juíza aceitou a remarcação da data.

O crime aconteceu por causa de um assalto, cometido contra uma loja que Aciolli tinha com a esposa, no Centro de Curitiba. Ele teria ido atrás dos ladrões, para reaver os produtos. Quando os encontrou, aí surgem duas versões para o crime. Aciolli alega no processo que agiu em legítima defesa, atirando acidentalmente quando Heider reagiu à abordagem do comunicador. A outra versão é a de que o tiro não foi acidental. Este é um dos pontos que devem ser analisados pelo júri.

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Defesa

A juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler aceitou o pedido de remarcação da data do júri e já agendou a sessão para o próximo dia 12 de fevereiro, às 13h30, no plenário do Tribunal do Júri, no Centro Cívico. Conforme a petição protocolada pelos defensores de Aciolli, os advogados Nilton Ribeiro de Souza e Mário Lúcio Monteiro Filho, a juíza diz que deferiu o pedido por entender que não se trata de nenhuma manobra da defesa para protelar o julgamento.

Ela ainda afirmou que gostaria de dar oportunidade ao réu de que esteja presente para ser interrogado, se defenda e não seja alegada futuramente nenhum tipo de nulidade no processo. No entanto, deixou claro que se não houver a melhora do estado de saúde do réu na nova data do júri, ele será realizado mesmo com a ausência de Aciolli.

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