Três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por causa da explosão de um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, em agosto de 2019 – que matou um menino de 11 anos e deixou três pessoas feridas. A entrega da denúncia por parte da promotora Roberta Franco Massa ao Tribunal do Júri ocorreu na tarde de segunda-feira (21).

O casal José Roberto Porto Correa e Bruna Formankuevisky – donos da empresa de impermeabilização que realizou o serviço -, e o técnico Caio Santos foram denunciados pelo MP por homicídio qualificado, quando se assume o risco de matar. Na denúncia oferecida, a promotora entendeu que as qualificadoras contra o casal foram por motivo torpe e uso de meio explosivo. No caso da denúncia do técnico Caio Santos, não há o motivo torpe.

A advogado de defesa do técnico Caio Santos, Leonardo Buchmann, disse que não irá se manifestar sobre a denúncia. Roberto Brzezinski, advogado de defesa do casal, irá se manifestar somente nos autos do processo.

Já a defesa de Raquel Lamb – irmã do menino que morreu – e Gabriel Araújo, que são os donos do apartamento que explodiu – disse que a denúncia está dentro do esperado. De acordo com a advogada de Raquel e Araújo, Rafaella Munhoz da Rocha, existe a preocupação com a demora na conclusão do processo. já que o receio é de que isso não colabore com a impunidade dos denunciados.

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Entenda o caso

No dia 29 de julho, uma impermeabilização de sofá mal sucedida causou a explosão de um apartamento no Água Verde, em Curitiba, que matou um menino de 11 anos e deixou três pessoas gravemente ferida – inclusive o próprio técnico. O acidente ocorreu enquanto Caio Santos impermeabilizava o sofá do apartamento, logo após a proprietária do imóvel, Raquel Lamb, 23 anos, acender o fogão para preparar um café.

Com a explosão, o irmão de Raquel, de 11 anos, foi arremessado do 6º andar e morreu a caminho do Hospital do Trabalhador. Outras três pessoas, Raquel, o marido Gabriel Araújo e o técnico também ficaram feridos e internados no Hospital Evangélico.

Dos três, o técnico é o que ficou em situação mais grave, com 65% do corpo queimado. Raquel teve 55% do corpo queimado e Araújo com 30% – os três já saíram do hospital.

A empresa de impermeabilização não tinha alvará e pediu a licença apenas dois dias após o acidente.

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