Os empresários Bruna Formankuevisky e José Roberto Porto Correa, e o técnico em impermeabilização Caio Santos, foram indiciados por homicídio doloso – quando existe a intenção de matar – pela explosão em um apartamento no Água Verde, no final de julho desse ano.

A Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam), da Polícia Civil, concluiu o inquérito que apurava as circunstâncias da explosão e também vai indiciar o trio por lesão corporal, explosão, além do homicídio doloso qualificado, após a perícia apontar que houve falha de segurança durante a execução do serviço.

O incidente terminou com a morte do menino Matheus Lamb, de 11 anos e deixou três pessoas em estado grave, entre elas o técnico que fazia o serviço.

O acidente ocorreu enquanto Santos impermeabilizava o sofá do apartamento, logo após a proprietária do imóvel, Raquel Lamb, 23 anos, acender o fogão para preparar um café. No entendimento da polícia, tanto Raquel e o marido, Gabriel Araújo, 29 anos – ambos vítimas graves da tragédia -, não foram orientados adequadamente sobre os riscos da impermeabilização pelo funcionário, o que fez com que ele também fosse indiciado pelos crimes.

Foto: Átila Alberti / Tribuna do Paraná
Delegado da Deam acredita que técnico não tomou as “devidas cautelas”, o que acabou provocando o incidente. Foto: Átila Alberti / Tribuna do Paraná

“Conforme as provas, o próprio Caio afirma que tinha conhecimento da periculosidade do produto. Ele afirmou isso várias vezes, demonstrando que não tomou as devidas cautelas e assumiu risco da prática desses crimes”, afirmou o delegado Adriano Chohfi, da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam). “O resultado morte, o resultado da explosão e o resultado da lesão corporal estava no âmbito de conhecimento deles e eles três assumiram os riscos”, acrescentou.

Segundo o delegado, o uso do impermeabilizante sem as devidas precauções, colocando em risco a segurança comum, entra como qualificadora do homicídio. Por também ter sido uma das vítimas, o indiciamento de Caio Santos por lesão corporal se enquadra pelos ferimentos sofridos pelo casal dono do apartamento. Já os proprietários da empresa poderão responder por lesão contra Raquel, Araújo e o técnico.

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Além disso, a polícia decidiu também incluir responsabilidade por crime de explosão por causa do dano causado após a explosão. Fora a destruição parcial do imóvel de Raquel e Araújo, moradores do prédio ficaram fora de suas residências por três semanas.

Agora, os autos seguem para o Ministério Público do Paraná, que vai decidir se encaminha a denúncia contra os indiciados à Justiça.

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