A Vila Capanema é do Paraná Clube. Pelo menos pelos próximos 30 anos. Na última terça-feira (9), o presidente Jair Bolsonaro transformou em lei (13.813/2019) a medida provisória que autoriza entre outras coisas o repasse do estádio para o Tricolor por mais três décadas – a MP extingui o Fundo Contingente da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), liberando cerca de R$ 1,4 bilhão em imóveis da rede que poderão ser alienados, doados ou cedidos.

O período é renovável por mais três décadas, ou seja, pode alcançar 60 anos, segundo o artigo 18-B da nova lei. Além do Paraná, outras agremiações estão em situação semelhante e foram contemplados na MP aprovada por Temer e que virou lei, casos de Operário, Tubarão-SC, São Caetano, Portuguesa Santista e Santos, que também travam disputas judiciais com a União por causa de terrenos antigos.

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Com a nova norma, o Tricolor tem a garantia de ficar com o estádio, fazer obras, modernizar, trazer parceiros e investidores. O imóvel não deixa de ser da União, mas a gestão será do Paraná, que ficará responsável por todos os tributos e impostos.

Desde o fim de 2017, o clube buscava uma solução política com a União sobre o impasse envolvendo a posse da Vila Capanema. O ex-deputado federal João Arruda (MDB) foi o elo entre os cartolas e os políticos em Brasília.

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“Foi uma vitória do futebol do Paraná, do Paraná Clube, de maneira muito especial, e uma luta importante. O final da história é o último capítulo de uma novela de mais de 40 anos, em que muitos lutaram por isso”, disse Arruda. “O Paraná se tornou o motivo de discussão de uma medida provisória que envolve outros clubes, estações ferroviárias e outros terrenos da União”, completou.

A concessão da Vila ao Paraná não elimina a possibilidade de um acordo para a posse definitiva do Durival Britto e Silva pelo clube. O imbróglio para definir quem é o dono do estádio já durava 49 anos.

Em 2016, o Tricolor perdeu a posse do estádio para a União no Tribunal Regional Federal de Porto Alegre (TRF-4). Desde então, passou a buscar uma solução política.

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