Depois de uma semana tensa, complicada, triste, o que mais pode acontecer? Será que teremos um caminho para a volta dos jogos no futebol paranaense? Na verdade, pode acontecer tudo, inclusive nada. O que é claro é que as autoridades de saúde do estado e dos municípios não estão com nenhum interesse em tratar do assunto, pelo menos por enquanto.

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O final da semana passada trazia a expectativa de um ‘vai ou racha’ – Curitiba e Região Metropolitana decidiriam se os treinos dos clubes seriam suspensos ou não. E também havia a promessa de medidas do governo estadual. No final das contas, o esporte não foi citado pelo governador Ratinho Júnior, desconversado pelo secretário Beto Preto e tratado de forma genérica pela prefeitura.

O resumo da ópera

Na sexta-feira (19), as medidas de combate à pandemia no Paraná tiveram dois alvos – a redução do número de pessoas em circulação e a venda de bebidas alcoólicas. Questionado sobre o futebol, Beto Preto afirmou que não havia mudança de posicionamento, que haviam sido liberados os treinos individuais, mas que a decisão final caberia às prefeituras. E ressaltou que não vê chance da volta dos jogos neste momento.

Aí veio o decreto do alerta laranja, enfim publicado pela prefeitura de Curitiba. A definição permaneceu genérica ‘no tocante’ aos clubes. Não está claramente apontado quais são as atividades suspensas para “clubes sociais e esportivos”, apenas que estão suspensas.

O decreto do prefeito Rafael Greca não é específico sobre os clubes de futebol, no caso o Athletico, único com CT em Curitiba. Foto: Divulgação

Essa falta de definição permite duas interpretações. A primeira é que o Athletico, o clube afetado pelo decreto, pode encontrar brechas para seguir seus treinos – resta saber se pretende fazer isso. A segunda é que o futebol não é prioridade neste momento para as autoridades de saúde.

Volta dos jogos em julho?

Em entrevista à rádio Banda B, o superintendente de Esporte do governo estadual, Hélio Wirbiski, afirmou que vê com simpatia a volta dos jogos para “daqui a 30 ou 40 dias”. Se você unir essa declaração com um trecho da manifestação do secretário Beto Preto de que nesta semana haveria uma nova avaliação em relação ao futebol, já se começa a vislumbrar um retorno do Campeonato Paranaense – mas longe do que pretendiam os cartolas.

Alguns dirigentes, especialmente o presidente da Federação Paranaense, esperavam que a volta dos jogos no Rio de Janeiro gerasse um ‘efeito dominó’ que abrisse caminho para os outros estaduais. Só que aconteceu exatamente o contrário. A péssima repercussão do retorno do Carioca, somado ao aumento assustador de casos de covid-19, refreou o ímpeto de quem queria empurrar goela abaixo as partidas de futebol ainda em junho.

Escrevi semana passada que a data de 18 de julho está piscando, dizendo “me usa, me usa” para ser o marco da volta dos jogos do Campeonato Paranaense. Caso o estado consiga superar esse momento mais delicado da pandemia do novo coronavírus, é sim possível projetar esse retorno.

Se liga!

Só que tem uma coisa. Pra superar esse momento, precisamos ajudar. Quem pode trabalhar em casa faz isso, não tem boteco de noite, nem churrasco clandestino nem festinha no posto de gasolina. Se você ama o futebol e não aguenta mais ficar sem o jogo do seu time do coração, ajude. Senão a volta dos jogos vai demorar ainda mais.

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