O Paraná Clube anunciou nesta quarta-feira (17) a contratação de Toninho, lateral-direito de 28 anos que defendia o Sertãozinho. É a terceira peça contratada pelo Tricolor nos últimos dias, depois de outros dois defensores – o zagueiro Salazar, do Rio Branco, e o zagueiro e lateral-esquerdo Hurtado, do PSTC. Os três são apostas para a sequência da temporada. E vale a pena esse risco?

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É preciso entender todo o contexto para analisar as ações do Paraná Clube no mercado. O primeiro aspecto, acima de qualquer outro, é o financeiro. Sem panorama de retorno do futebol, e por isso sem perspectiva próxima de entrada de investidor, não há muito a ser feito pelo Tricolor se não buscar jogadores baratos.

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Mas é nessa hora que faz efeito uma boa prospecção – usando um termo da moda. Você tem pouca munição, e é necessário ser o mais preciso possível para investir. Escrevendo esse parágrafo, lembrei que o Paraná tinha um olheiro chamado Will Rodrigues, e foi esse cara que indicou uma série de jogadores que foram bem no Tricolor. Hoje é tudo mais científico, é a análise de dados que ajuda a avaliar jogadores.

Lembram do Will Rodrigues? Foto: Arquivo GRPCOM

O Paraná Clube acerta?

É natural que não se pode prever o que um jogador vai render, mesmo que ele não tenha rodagem em clubes maiores. Adoílson, um dos maiores ídolos da história do Tricolor, veio do Grêmio Maringá, apesar de que naquele tempo o Galo Guerreiro era mais forte. Então, é possível sim reforçar o elenco buscando atletas de mercados inferiores.

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Mas é preciso estar bem calçado. Ter certeza do que se está fazendo. O maior erro do Paraná Clube na sua gestão de futebol nos últimos anos é ter refeito elencos durante as temporadas. Puxe pela memória e lembre que o Tricolor começava o ano com um time, mudava quase tudo pro início da Série B (ou do Brasileirão de 2018) e antes do fim da janela reformulava tudo de novo.

Apostar em Salazar faz algum sentido, pois se vê potencial no gigante colombiano. Mas Hurtado, que vem do rebaixado PSTC, e Toninho, que já passou por dez clubes na carreira, são enormes pontos de interrogação. O ditado segue atual no futebol – o barato pode sair bem caro.


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