A goleada do Atlético por 5×1 sobre a Chapecoense, no último domingo (15), na Arena da Baixada, mostrou que a lateral-esquerda é um setor que pouco preocupa o técnico Fernando Diniz. A grande atuação de Thiago Carleto pode até ter colocado uma dúvida na cabeça do treinador.

Até então, o jogador, que foi um dos destaques do Coritiba no ano passado, embora viesse sendo titular, não tinha apresentado o mesmo rendimento. Até que na última quinta-feira (12), na vitória do Furacão por 3×0 sobre o Newell’s Old Boys, da Argentina, veio a surpresa. Por conta de uma suspensão na Libertadores de 2013, Carleto não poderia entrar em campo.

“Na quinta-feira fui pego de surpresa, já estava concentrado e tive que sair. Uma punição que aconteceu em 2013, muita coisa aconteceu de lá pra cá e não sei porque não houve uma defesa pelo clube que eu defendia na época”, explicou ele.

Com isso, Renan Lodi, lateral-esquerdo titular na conquista do Campeonato Paranaense, ganhou a oportunidade e foi muito bem, sendo um dos melhores jogadores em campo na ocasião e se tornando um concorrente direto na briga pela posição. Uma disputa acirrada que motivou Carleto, que fez um gol e deu uma assistência diante da Chape.

“Acabou o jogo, o Renan foi correndo me abraçar. Não adianta eu estar ali jogando, sabendo que sou o dono, titular absoluto da posição. O professor Diniz trabalha de uma forma que qualquer um pode jogar. O Pablo treinou muito ali na lateral-esquerda. A gente sabe a tática que o professor pede”, garantiu o atleta, que vê essa briga pela posição como sadia.

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“Parabenizei o Renan, que fez um grande Campeonato Paranaense, vem jogando bem, vem se destacando nos treinamentos, então eu sabia que ele ia entrar e dar conta do recado. Cabe a mim entrar em todo o jogo e jogar do mesmo nível que joguei, porque tem um menino louco para jogar e quem ganha com isso é o Atlético”, completou Carleto.