Campeão da Copa do Brasil, garantido na Libertadores do ano que vem, mas ainda com o restante do Campeonato Brasileiro para disputar, o Athletico já começou a planejar a próxima temporada. Mesmo ainda sem ter a definição da continuidade do vínculo do técnico Tiago Nunes, as reuniões da cúpula atleticana já estão acontecendo para que, com um tempo maior para estruturar esse planejamento, o Furacão possa colher resultados ainda melhores em 2020.

Apesar de ainda não ter renovado seu contrato, o treinador tem participado dessas reuniões. Tiago atua como uma espécie de coordenador do departamento de futebol do Rubro-Negro e participa de todas as decisões, desde as categorias de base, até o profissional. As conversas giram em torno da formação do elenco da equipe principal e também do time de aspirantes, que mais uma vez vai jogar o Campeonato Paranaense e deve ser comandado de novo pelo técnico Rafael Guanaes.

Apesar de ser bicampeão estadual utilizando seu grupo alternativo, o Athletico nunca escondeu que usa o Estadual para observar e dar mais cancha para os jogadores mais jovens. E tem conseguido sucesso nessa frente, já que nomes importantes primeiro se destacaram na equipe debaixo antes de se tornarem peças importantes nas conquistas recentes da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil. Entre eles, estão o lateral-direito Khellven, o zagueiro Léo Pereira, o lateral-esquerdo Renan Lodi, que já não está mais no clube, e o volante Bruno Guimarães.

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As conversas para a renovação com Tiago Nunes devem continuar quando o presidente do Conselho Deliberativo do Furacão, Mário Celso Petraglia, sair do hospital. O dirigente foi operado quatro vezes por conta de uma obstrução intestinal e está em São Paulo, mas não tem previsão de alta.

Antes disso, o treinador tem algumas arestas para serem aparadas com o ex-jogador e agora diretor de futebol Paulo André. Há uma certa divergência dos dois quanto a metodologia de trabalho aplicada e, nos bastidores, comenta-se de um desgaste, que foi negado pelo técnico, em entrevista ao programa Bola da Vez, da Espn Brasil.

Quem fica?

Mas em meio a tudo isso, as reuniões estão acontecendo também para definir situações de jogadores que, no final deste ano, estão com seus contratos encerrando. Nomes importantes, como os do lateral-direito Madson, do zagueiro Pedro Henrique, do volante Wellington, do meia Léo Cittadini e dos atacantes Marcelo Cirino e Marco Ruben. O centroavante argentino, inclusive, negocia para ser comprado pelo Rubro-Negro, por um milhão de dólares (R$ 4,3 milhões).

O volante Camacho, que poderá voltar a atuar nos próximos dias depois de cumprir pena por doping, deve ter seu vínculo renovado com o Furacão. Já o experiente meia Lucho González ainda vai resolver se vai se aposentar. Internamente, comenta-se que ele pode assumir um cargo na comissão técnica a partir de 2020.

Lucho González pode se aposentar e virar membro da comissão técnica do Furacão. Foto: Felipe Rosa
Lucho González pode se aposentar e virar membro da comissão técnica do Furacão. Foto: Felipe Rosa

Outros nomes, que não tiveram tanto destaque devem ser liberados, casos do lateral-esquerdo Abner Felipe, dos meias Everton Felipe, Tomás Andrade e Bruno Nazário e dos atacantes Braian Romero e Thonny Anderson. Dificilmente algum deles deve permanecer. Todos esses atletas serão observados nas próximas rodadas do Brasileirão para saber quem terá condição de seguir.

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A boa notícia é que o Athletico terá uma capacidade maior de investimento no ano que vem. O lucro com premiações em 2019 vai ultrapassar a casa dos R$ 100 milhões. Melhor do que isso, independentemente de quem será seu comandante, o Furacão já tem uma espinha dorsal formada com o goleiro Santos, os zagueiros Léo Pereira e Thiago Heleno, o lateral Adriano, o volante Bruno Guimarães, o meia-atacante Nikão e o atacante Rony.

Assim, com pelo menos mais três meses para planejar a próxima temporada, o Rubro-Negro tem o cenário mais favorável possível para conseguir fazer algo ainda melhor em 2020. As conquistas expressivas começaram em 2018, seguiram neste ano e a tendência é de que não parem daqui em diante.

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