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Painel do Crime

Rapaz assassinado ao sair da boate

  • Por Carlos Simon
Roger Oliveira pode ter sido vítima
de assaltantes ao deixar casa noturna.

Uma discussão, seguida de um tiro, causou a morte de uma pessoa em pleno centro da cidade, ontem de madrugada. O agente de viagens Roger de Souza Oliveira, 29 anos, foi baleado no peito e caiu sem vida em frente à boate onde havia estado momentos antes, na Rua Visconde do Rio Branco, esquina com a Rua Saldanha Marinho. Um assalto foi a primeira hipótese do crime – a carteira da vítima foi levada -, mas não está descartada uma divergência antiga.

Solteiro e morador do Pilarzinho, Roger era freqüentador assíduo da casa noturna, segundo uma testemunha ouvida pela polícia. Na noite de terça, ele deixou seu Fiat Uno AJK-7334 na Visconde do Rio Branco e entrou na boate. À 0h15 foi visto deixando o estabelecimento e dirigindo-se ao carro, acompanhado de três ou quatro homens. Eles discutiam com o agente no caminho, cena presenciada por um rapaz que passava do outro lado da rua. “Ouvi os berros e pensei: os caras estão se pegando. Mas de repente escutei o tiro e me escondi no cantinho”, falou a testemunha. A bala, disparada à queima-roupa, acertou o coração da vítima, que morreu antes de abrir o Uno.

Porteiro

Um porteiro da boate foi interrogado por investigadores da Delegacia de Homicídios e confirmou que Roger estivera lá antes de ser morto. O funcionário ouviu a discussão mas afirma não ter visto nada, pois o episódio foi muito rápido.

Segundo a família do agente, a carteira e os documentos dele não foram encontrados. “Deve ter sido um assalto. Ele era calmo, precavido e não costumava arranjar briga”, falou o tio, Élcio, que não acredita, entretanto, que o sobrinho estivesse com muito dinheiro no bolso.

Como Roger teria saído da boate acompanhado dos autores, não está descartada a hipótese de uma encrenca antiga ou mesmo um desentendimento momentâneo. Segundo o rapaz que presenciou o crime, os assassinos estavam bem vestidos – com calça, camisa social e jaqueta de couro – e fugiram a pé em direção ao Centro. O caso passa a ser investigado pela Delegacia de Homicídios.

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