O corpo de Sandro foi encontrado por
moradores da Vila Ipanema, em Piraquara.

No banco do passageiro de um Chevette Hatch foi encontrado, ontem à tarde, em Piraquara, o corpo de Sandro Kozak, 30 anos, perfurado de balas. Ao todo ele recebeu quatro tiros: dois na barriga, um na mão e outro na boca. A polícia dispõe de poucas informações sobre o ocorrido, mas acredita em um acerto de contas como a provável causa do crime.

Segundo levantamentos do superintendente Valdir de Córdova Bicudo, por volta das 13h15, um morador da Rua Adolfo Schartz, bairro Vila Ipanema, saiu de sua residência e não notou nenhum carro estacionado na rua. Cerca de 20 minutos depois, um casal retornava para casa, na mesma localidade, e deparou com o Chevette vermelho, placa LZK-4973, de Joinville (SC), parado bem próximo a esquina. Os vidros abertos revelavam que dentro do carro estava uma pessoa morta.

A polícia foi acionada, mas não obteve informações com os moradores da região sobre a autoria ou sequer como aconteceu a execução. “Somente podemos constatar que os tiros foram disparados do lado do motorista. Ninguém viu movimentação de pessoas por aqui”, afirmou Bicudo. No total foram disparados seis tiros pelo(s) assassino(s), quatro deles acertaram a vítima. Os outros dois ficaram cravados na porta do passageiro.

Ângulos

Apesar dos disparos terem sido efetuados do lado esquerdo para o direito, o superintendente não acredita que o matador tenha sido o motorista do veículo. “Penso que uma terceira e ou até uma quarta pessoa tenham participado da execução. Tiros foram dados de vários ângulos”, explicou.

Aparentemente nada foi levado da vítima, que foi encontrada de posse de sua carteira com vários documentos de identificação.

O motivo da morte de Sandro é um mistério para a polícia. A esposa da vítima compareceu mais tarde à delegacia e afirmou que seu marido não tinha envolvimento com drogas nem rixas. “Ela disse que Sandro trabalhava como mecânico e possuía um lava-car e uma mecânica”, informou Bicudo. Outra informação dada pela esposa é que a vítima, nos últimos dias, aparentava estar bastante tensa.

Conforme o superintendente, Sandro tinha antecedentes por lesão corporal em 1991 e direção perigosa em 1993.