Com a chegada do frio, aumentam os casos da chamada “morte branca”, provocada pela inalação de monóxido de carbono. Nos últimos cinco anos, em Curitiba e municípios da Região Metropolitana, o Corpo de Bombeiros registrou 26 mortes entre pessoas de idades variadas.

Segundo o chefe do setor de Relações Públicas do CB, tenente Eduardo Gomes Pinheiro, o monóxido é resultante da queima imcompleta do gás que alimenta os aquecedores, que pode ser tanto o gás de cozinha (GLP) quanto o gás natural.

Outro perigo, verificado principalmente entre famílias mais carentes e que não possuem aquecedor dentro de casa, é a queima de carvão e a colocação de fogo em vasilhas de álcool dentro de ambientes fechados. As práticas também contribuem com a geração do monóxido de carbono.

Sem oxigênio

“O monóxido gera bloqueio do fornecimento de oxigênio ao corpo”, explica o tenente. “Como o gás não tem cor nem cheiro, a pessoa não percebe que está sendo intoxicada. Ela vai sentindo sonolência, dor de cabeça, amortecimento do corpo e acaba desmaiando. Geralmente, por ter suas funções normais afetadas, não consegue pedir ajuda. Se não é socorrida rapidamente, acaba morrendo”.

Para evitar o problema, o Corpo de Bombeiros condena totalmente a queima de carvão e álcool dentro de casa. No que diz respeito aos aquecedores, o oficial explica que os proprietários devem fazer revisões periódicas – no período de seis meses a um ano – no equipamento. “Uma forma simples de identificar a queima incompleta do gás carbônico é prestar atenção na chama do aquecedor, que deve ser azul. Se ela estiver amarelada, é sinal de problemas”. assegura.

Alguns cuidados também devem ser tomados no momento da instalação do aquecedor. Ele deve ser colocado em áreas mínimas de dezesseis metros quadrados e com duas aberturas constantes de ventilação do ambiente, que podem ser venezianas, grades ou tijolos vazados. A chaminé deve estar diretamente ligada ao ambiente externo.