Ao se abaixar durante a revista pessoal para visitar o marido preso, Cintia Bueno dos Santos, 28 anos, não conseguiu esconder o que levava dentro de suas partes íntimas na manhã desta quinta-feira (19). Um rolinho, num formato de ovo, com aproximadamente 100 gramas de cocaína, foi descoberto e ela acabou presa em flagrante.

A situação, que aconteceu na Delegacia de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), pode até parecer inusitada, mas para os policiais e agentes penitenciários, é bem comum. Só na mesma delegacia, Cintia é a terceira mulher presa neste mês pelo mesmo motivo.

Conforme apurou a reportagem, toda quinta-feira é dia de visita aos presos que estão na carceragem da delegacia. A mulher, assim como todas as outras esposas e parentes de presos, passava pela vistoria pessoal com uma agente penitenciária, quando teve que – sem roupas – se agachar em cima de um espelho. Nesse momento, o rolinho de cocaína saiu de suas partes íntimas.

A mulher, assim como todas as outras esposas e parentes de presos, passava pela vistoria pessoal. Foto: Colaboração.
A mulher, assim como todas as outras esposas e parentes de presos, passava pela vistoria pessoal.
Um rolinho tinha aproximadamente 100 gramas de Cocaína. Foto: Colaboração.
Um rolinho tinha aproximadamente 100 gramas de Cocaína.

 

Sem falar nada, nem ao menos tentar se explicar, Cintia abriu o rolinho e mostrou o que tentaria entregar ao marido. Ao ser descoberta, a mulher sequer demonstrou estar envergonhada e, em uma das fotos obtidas pela reportagem, ainda parecia estar sorrindo. Ela foi presa em flagrante por tráfico de drogas.

Casos recentes

Na semana passada, outra mulher também foi flagrada tentando entrar com maconha e cocaína dentro de um objeto que foi entregar para o marido. Mais audaciosa foi uma esposa de um preso que, no começo do mês, levou pedras de crack, pontos de LSD, cocaína e chips de celular dentro de um chocolate. Ela também foi descoberta durante a revista. Ambas foram indiciadas por tráfico de drogas e continuam presas.

As pessoas podem pensar que, por ser delegacia, o trabalho dos agentes pode ser menos rigoroso, mas o delegado responsável pela prisão das três mulheres, Erineu Portes, reforçou que não. “Todas as visitas são sempre muito monitoradas. Os agentes e policiais olham minuciosamente tudo o que é levado, inclusive a revista pessoal, nada passa pelos olhos”, alertou ele, destacando que estas três mulheres presas não tinham ainda nenhuma passagem pela polícia.

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