O governador Roberto Requião recebeu da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) estudo que mostra as ações do recém-criado Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade Metropolitano de Curitiba (Orbis-MC). O observatório é uma instituição da Fiep que está gerindo indicadores sociais e econômicos dos 26 municípios da grande Curitiba e é considerado referência para as Nações Unidas.

“Para a ONU, o observatório de Curitiba é paradigmático porque é o primeiro dos 120 existentes no mundo que surge da iniciativa do setor privado”, explicou o presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures. “Há grande chance de este observatório ser modelo para outras cidades brasileiras e para outros países”, acrescentou.

Os indicadores levantados pela Orbis-MC servirão de suporte para a definição de políticas públicas que busquem a redução das desigualdades sociais e a melhoria da qualidade de vida. O trabalho do observatório passa a complementar estudos realizados por entidades como o Ipardes e o IBGE.

Os dados hoje disponíveis mostram que no Brasil há uma tendência de aumento da concentração da pobreza nos grandes centros urbanos. O problema é que os indicadores atuais não permitem avaliar a real situação e as necessidades das regiões metropolitanas. Os observatórios locais têm o papel de apontar os locais onde há a necessidade da interferência do poder público”.

Inédito

Idealizado pelo Sistema Fiep, o Observatório Metropolitano de Curitiba é uma instituição inédita no Brasil e está sendo coordenado pelo Instituto Paraná Desenvolvimento (IPD).
De acordo com o superintendente dos serviços Sesi/Senai/IEL, Marcos Schlemm, embora muitas instituições já disponibilizem indicadores, pouca atenção se dá a informações que revelam a real condição de vida da população. “O Observatório passa a desempenhar papel fundamental na avaliação crítica do desenvolvimento e no desenho de políticas públicas”, informa.

Schlemm explica que o Orbis trabalha em parceria com instituições que já levantam indicadores. “Já existe muito esforço para recolher informações, o problema é que elas estão dispersas”, avalia o executivo. Ele informa que a primeira tarefa do Observatório Metropolitano de Curitiba é o trabalho com indicadores já disponíveis, com a organização das informações e disponibilização ao poder público.

“Num segundo momento a meta é buscar dados mais elaborados, que revelem a real condição de vida da população e, numa terceira etapa, produzir informações que possam avaliar os resultados de políticas públicas. “Sabemos que existem programas de governos e ações de organismos não-governamentais que buscam a melhoria da qualidade de vida, mas não sabemos o verdadeiro impacto deste trabalho”, comenta.