O presidente da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), Guilherme Lacerda, reiterou críticas ao relatório parcial do deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), divulgado em dezembro, que reportava que o fundo de pensão tinha tido um prejuízo da ordem R$ 50 milhões em operações de derivativos. "A forma como foi apresentado foi indevida porque trouxe informações parciais à sociedade", disse, afirmando que a Funcef só realizou operações de hedge (expediente usado por empresas ou homens de negócios para se resguardarem de flutuações de preço), que, se de um lado apresentava resultado negativo, de outro, tinha ganho.

Lacerda reiterou ainda que o fundo não fez aplicações no Banco BMG, acusado de ser uma das fontes do suposto "mensalão". Além disso, ele lembrou que as aplicações no Banco Rural – que responde pelas mesmas acusações – foram realizadas por meio de terceiros e, mesmo assim, tiveram rentabilidade elevada. "Não perdemos dinheiro nessas aplicações", afirmou. Lacerda disse que não está apreensivo com a apresentação do relatório sobre fundos de pensão na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios nesta semana. "Não tenho preocupação com o relatório porque fizemos toda a nossa gestão com o máximo de rigor técnico e transparente. Estivemos em duas ocasiões nas CPIs, encaminhados ofícios respondendo todos os questionamentos e mostramos de forma cabal que, para todos os questionamentos, nós temos respostas definitivas e claras", disse.

O presidente da Funcef afirmou ainda que espera que a entidade tenha acesso ao paercer que será divulgado para poder esclarecer o que for necessário.