O PMDB anunciou hoje o apoio formal ao candidato à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT) no segundo turno.
O petista e o candidato derrotado do PMDB, Gabriel Chalita, assinaram um termo de compromisso com propostas da campanha derrotada que devem ser incorporadas pelo programa de Haddad. Com a presença do vice-presidente Michel Temer, os dois disseram que a aliança foi feita com base em propostas.

“Nos reunimos e refletimos muito sobre o que é melhor para São Paulo. E a candidatura de Haddad representa o que há de melhor para São Paulo”, disse Chalita, que ficou em quarto lugar com 13,6% dos votos válidos.

O petista disse que quer “replicar” em São Paulo a aliança feita no plano federal entre a presidente Dilma Rousseff e Temer.
“Não sei se é inédito, mas é incomum uma união em torno de ideias”, disse Haddad.

Eles negaram a existência de negociações para dar um ministério ao PMDB em troca do apoio. Disseram ainda que não houve discussão sobre participação do partido em secretarias municipais em uma eventual administração Haddad, mas afirmaram que haverá um governo de “coalizão”.

O vice-presidente disse que ainda não foram resolvidas as negociações sobre alianças em Natal (RN) e Mauá, no ABC paulista. O impasse adiou ontem o anúncio do apoio. Segundo Temer, haverá reuniões nesta tarde para discutir a questão.

O PT de Natal resiste em apoiar o peemedebista Hermano Moraes no segundo turno. Ele disputa contra o candidato Carlos Eduardo, do PDT. Ambos os partidos – PMDB e PDT – fazem parte da base de apoio do governo Dilma.

O PT de Natal, derrotado no primeiro turno com Fernando Mineiro (PT), pretende apoiar Carlos Eduardo. Temer indicou que haverá neutralidade do PT na cidade.

Já em Mauá, os pemedebistas pedem que Dilma e o ex-presidente Lula não se empenhem na campanha. No município, disputam o segundo turno Donisete Braga (PT) e Vanessa Damo (PMDB).