Grupos anti-Dilma iniciaram nesta quinta-feira, 8, pelo Rio, uma ofensiva contra o PMDB. Pela primeira vez, o boneco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário, batizado de Pixuleco, está na cidade. O boneco foi instalado em frente ao Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa, no centro da cidade.

“Os movimentos anti-PT e anti-Dilma vão alterar o tom em relação ao PMDB. Eles tiveram todo o tempo do mundo para se posicionar. Não tem mais o que ponderar. O partido é um balcão de negócios. E é um balcão de negócios que não entrega o que promete. A Dilma vai ter que acionar o Leonardo Picciani no Procon”, afirmou o publicitário Fernando Campos, de 47 anos, carioca que vive em São Paulo há 12 anos e veio ao Rio participar do protesto. Ele se referiu à falta de quórum em dois dias consecutivos em sessões do Congresso em que seriam apreciados vetos presidenciais.

Três grupos bancaram os custos de R$ 6 mil para trazer o Pixuleco ao Rio – Movimento Brasil Livre, Vem pra Rua e Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos. Mini bonecos infláveis foram vendidos a R$ 15 para ajudar a arcar com as despesas com transporte, oito seguranças, gradil, e hospedagem da “carcereira” do Pixuleco, como se apresenta Celine Salomão de Carvalho, de 50 anos. Ela é responsável pelos cuidados com o boneco inflável e viajou 10.500 km entre Brasília, Mato Grosso, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul acompanhando o Pixuleco.

No domingo, 11, haverá outro protesto: o boneco será inflado no Leblon, em frente à casa do ex-governador Sérgio Cabral. “Cabral, Picciani, governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes e o PMDB são os responsáveis por esse cadáver insepulto que é o PT. Essa corja segue o PT. Mas queremos sepultar o PT de vez”, afirmou Henriette Krutman, representante da Aliança.