Foto: Chuniti Kawamura

Nerone: sob pressão.

O diretor-geral da Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Emerson Nerone, continua no cargo. Após uma reunião ontem com o governador Roberto Requião (PMDB), o diretor-geral retirou o pedido de demissão que havia decidido apresentar quando começaram as pressões decorrentes das denúncias de irregularidades na secretaria durante a gestão do ex-deputado federal Padre Roque, a quem substituiu por nove meses, durante o ano passado.

Na conversa de ontem, o governador pediu ao diretor-geral da secretaria que permanecesse no cargo. Segundo a assessoria do governador, ele tomou a decisão de recusar o afastamento de Nerone por considerar que não há nenhum indício envolvendo o diretor-geral em qualquer ato irregular no cargo.

Ainda conforme a assessoria do governador, ele também avalia da mesma forma a atuação de Padre Roque, que comandou a secretaria entre 2003 e início de 2006. Segundo a assessoria, Requião manifestou confiança no trabalho de ambos. O atual secretário do Trabalho, Nelson Garcia, não participou da conversa. O Estado tentou ouvir Nerone, mas ele não atendeu à reportagem.

Foi uma suposta declaração de Garcia que gerou a crise que atingiu seus antecessores no cargo. Embora tenha negado posteriormente, o secretário foi apresentado como autor de declarações sobre o funcionamento de um esquema irregular de pagamento de salários que beneficiaria a direção da secretaria.

No início da semana, Padre Roque pediu a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as denúncias feitas contra ele e, ao mesmo tempo, encaminhou seu pedido de desfiliação do PT.