Foto: Fábio Alexandre

Nishimori: ex-lider.

O Conselho de Ética e Disciplina do diretório estadual do PSDB recomendou ontem a expulsão do deputado Luiz Nishimori, que também já foi comunicado de que deverá deixar a liderança da bancada do partido na Assembléia Legislativa. O presidente do Conselho de Ética do PSDB, deputado Ademar Traiano, é o nome mais cotado para substituir Nishimori na posição de líder da bancada.  

A expulsão de Nishimori será votada pelos 45 integrantes do diretório estadual. O presidente estadual do PSDB, Valdir Rossoni, disse que a decisão poderia ser aprovada pela executiva estadual, mas que prefere submeter o caso ao diretório. O Conselho de Ética acatou a denúncia contra Nishimori, feita pelo filiado Paulo Rossi, que o acusou de desrespeitar a resolução n.º 1 da executiva estadual, que determina aos tucanos fazer oposição ao governo do Estado.

Foto: João de Noronha

Traiano: mais cotado.

A escolha do novo líder será formalizada hoje, 12. Recém-chegado de uma viagem ao Japão, Nishimori reuniu-se ontem com a bancada e o presidente estadual do partido, Valdir Rossoni, que tenta costurar um acordo para que o deputado tome a iniciativa de deixar espontaneamente não apenas a liderança da bancada, mas também o partido.

?Nós esperamos ter um desfecho antes da convocação do diretório. Acreditamos que o deputado Nishimori vai compreender que é mais plausível para ele e o partido ir buscar seu caminho. Com essa linha, ele já sabe que não poderá sobreviver no PSDB. Acredito na grandeza dele?, afirmou Rossoni.

Até o fim

Mas Nishimori não pensa em pedir para sair do PSDB. Ontem, o deputado afirmou que vai usar o seu direito de defesa e não abre mão dos recursos que pode mover a instâncias superiores do partido contra o parecer do Conselho de Ética. ?Tenho direito de recorrer e esse processo tem que ser bem fechado?, disse o deputado tucano.

Apesar de reconhecer que seu destino já está traçado no PSDB, Nishimori não se mostra disposto a abreviar o desfecho. ?É claro que é desgastante, mas antes de mais nada eu vou continuar defendendo minha tese. Desde o ano passado, havia uma decisão de votar com o governo e eu estou seguindo esta linha?, disse o deputado. Ele se referiu ao resultado de convenção estadual que, em junho de 2006, aprovou uma aliança do PSDB com o PMDB na disputa para o governo. E que, posteriormente, foi anulada por meio de uma resolução da direção nacional.

Nishimori insistiu ainda em questionar a decisão do partido de punir apenas a ele, quando o grupo dos aliados do governo em plenário é formado por outros três deputados. Luiz Accorsi, Francisco Buhrer e Luis Fernandes Litro (licenciado desde ontem) também votavam de acordo com a orientação da liderança do governo.