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Política

Auditoria revelará situação da Sanepar

  • Por Rosângela Oliveira
Caio Brandão discursou na solenidade.

Com a promessa de fazer uma auditoria severa na Sanepar, o governador Roberto Requião deu posse ontem aos novos diretores da empresa. O advogado Caio Brandão assumiu a presidência, e o advogado Pedro Xavier, o Conselho Administrativo. A posse dos diretores, afirmou Requião, representa mais um avanço do governo no sentido de defender o interesse público, que iniciou com o decreto que anulou o acordo de acionistas que existia entre a administração anterior e a Dominó Holding S/A.

“Primeiro foi a verticalização da Copel, depois a compensação das micro e pequenas empresas com a isenção do ICMS, hoje a Sanepar, e amanhã começa a contagem regressiva contra o pedágio, que acaba ou abaixa”, afirmou Roberto Requião. Segundo ele, com essas medidas, quer mostrar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva “que nada é irreversível e nem existe direito adquirido quando se trata de interesse público”. O governador defendeu ainda a participação da iniciativa privada nas empresas públicas, “mas de forma minoritária”.

Com isso, ressaltou que as parcerias com o grupo francês Vivendi – que integra a Dominó Holding S/A, junto com a construtora Andrade Gutierrez e Banco Opportunity, que somam 39,71% das ações da Sanepar – deverão continuar. Requião disse ainda que será feito um convênio com o setor de Engenharia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para que eles auxiliem na auditoria na empresa.

Paranasan

O governador revelou que entre os pontos que deverão ser levantados na auditoria são os contratos assinados com empresas internacionais no programa de saneamento Paranasan. Segundo ele, das mais de sete empresas que participam do contrato – que envolve financiamentos com o banco JBIC – duas não existem. Além disso, o governo anterior teria contratado uma empresa norte-americana para fiscalizar obras no Paraná. “Eram pagos US$ 10 milhões para uma empresa ?mandraque? dos Estados Unidos vir vistoriar obras aqui”, revelou.

De acordo com o presidente do Conselho Administrativo da Sanepar, Pedro Xavier existem muito vícios nos contratos do Paranasan, que iniciaram com a não realização de licitação, “pois o governo anterior usou como argumento o não cumprimento da lei por se tratar de condições de fomento internacional”. Até hoje, os contratos envolvem cerca de R$ 365 milhões, mas poderiam passar de R$ 1 bilhão. Para Xavier, o mais difícil será conciliar os prazos de pagamento negociados do governo anterior com o banco.

O novo presidente da Sanepar, Caio Brandão, garantiu que irá realizar, em noventa dias, um levantamento nos custos do produto para aplicar uma possível redução da tarifa. Segundo ele, serão revistas as despesas ordinárias da empresa, que hoje chegam a R$ 300 milhões/ano – do total de R$ 800 milhões do faturamento – gastos para manter os quatrocentos escritórios instalados no Paraná.

Além de Brandão e Pedro Xavier também foram empossados ontem o administrador Stênio Sales Jacob na superintendência; o economista Hudson Calefe na diretoria financeira; o engenheiro civil e funcionário de carreira da Sanepar, Domingos José Budel na diretoria administrativa; o economista Germinal Pocá, na diretoria de Relações com Investidores; a professora universitária Maria Arlete Rosa, na diretoria de Novos Negócios e Pierre-Yves Mourgue na diretoria de Operações.

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