A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) completa 20 anos esta semana. Neste período já foram desenvolvidos mais de 100 projetos em oito estados brasileiros. Os principais alvos de trabalho são a recuperação e a preservação da Floresta Atlântica e das florestas com araucária.

A Floresta Atlântica tem um dos seus mais notáveis remanescentes na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba. Lá a SPVS desenvolve ações pela conservação do papagaio-de-cara-roxa e é responsável pela execução de três projetos contra o aquecimento global (o chamado seqüestro de carbono). Entre as atividades desenvolvidas estão a recuperação de áreas degradadas de florestas, com o plantio de espécies nativas, incentivo a geração de renda em atividades compatíveis com a conservação da natureza e a educação ambiental.

O mesmo cuidado é dispensado às florestas com araucárias. Antes a espécie dominava mais de dois terços do território paranaense, ou seja, equivalia a 52 Curitibas, hoje é apenas uma Curitiba e meia. Os números foram levantados em um estudo realizado entre 1999 e 2001 com apoio do Fundo de Pesquisas Florestais do Paraná e o financiamento do Ministério do Meio Ambiente.

Para proteger a floresta, a SPVS está apostando na parceria com a iniciativa privada. Uma das ações neste sentido é a Campanha de Adoção de Florestas com Araucárias. O objetivo é estimular empresas a "adotar" áreas com remanescentes em bom estado de conservação.