Os professores de três das sete universidades estaduais do Paraná estão em greve por tempo indeterminado. A paralisação foi iniciada hoje (21) na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Os docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) estão em greve desde a última sexta-feira (17). Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) devem aderir ao movimento no dia 3 de setembro.

A greve deve durar até a publicação em Diário Oficial da lei estadual que trata do reajuste salarial da categoria. Na última quarta-feira (15), o governador Beto Richa enviou à Assembleia Legislativa do Paraná projeto que prevê quatro parcelas de 7,14% de reajuste pelos próximos quatro anos aos professores das universidades estaduais, o que equivaleria a um aumento de 31,73% até outubro de 2015.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou hoje à tarde o projeto que trata do reajuste para a categoria. A matéria segue agora para o plenário da Casa.

“Precisamos estar alertas e mobilizados até que o reajuste dos professores seja aprovado na Assembleia Legislativa, sancionado pelo governador e mesmo depois de publicado em Diário Oficial”, disse a professora Francis Guimarães Nogueira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos do Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste).

Os técnicos da Unioeste marcaram para 31 de agosto um indicativo de greve da categoria, que reivindica a reestruturação do plano de carreira.

O sistema de ensino superior público do Paraná é formado por sete universidades estaduais que, juntas, têm mais de 120 mil alunos nos cursos presenciais e à distância. UEL, UEM, Unioeste e UEPG são as quatro maiores instituições estatuais. O estado também possui cinco instuições federais: Universidade Federal do Paraná, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Instituto Federal do Paraná, Universidade Federal da Integração Latino Americana e Universidade Federal da Fronteira Sul.

A Secretaria de Ciência e Tecnologia do Paraná foi procurada para comentar sobre a greve, mas ainda não respondeu à reportagem.