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Planetário do Colégio Estadual faz 30 anos

  • Por Helio Miguel

Foto: Ciciro Back
José Luís: nem os fabricantes sabem o como telescópio
ainda funciona.

O Planetário do Colégio Estadual do Paraná (CEP) está completando hoje 30 anos de funcionamento. Os motivos para comemorar são muitos: desde abril de 1978, quando foi inaugurado, mais de 12,5 mil sessões foram ministradas, para um total aproximado de 1,2 milhão de alunos. Os cálculos são do professor José Luís, astrônomo e coordenador do Planetário desde a sua inauguração e um dos responsáveis pela sua implantação.

Instalado em um prédio na sede do CEP, o Planetário Professor Dr. Francisco José Gomes Ribeiro – seu nome oficial  – pôde funcionar graças a um equipamento trazido da Alemanha em 1977. ?É um cinema, um teatro e uma escola ao mesmo tempo, onde os astros são os atores. Projeta o céu do presente, passado e futuro de qualquer cidade do mundo, até 29 mil anos para a frente e para trás da data de hoje, a qualquer instante que você quiser?, explica o professor.

Esse coração do Planetário pesa cerca de duas toneladas e custou US$ 503 mil, segundo José Luís. É fabricado pela empresa Carl Zeiss Jena, que faz sua manutenção anual. Isso permite que ele continue funcionando, mesmo com o dobro de sua vida útil. ?Nem mesmo os fabricantes sabem como está há 30 anos funcionando assim?.diz

Nesses 30 anos de funcionamento do Planetário, José Luís conta que a Astronomia mudou muito. ?Evoluiu de maneira assustadora, ?astronômica?. Foi um avanço sem paralelo em todos os ramos da atividade humana, à exceção da Medicina. E com esse avanço vemos que vale a pena cuidar do Planetário, protegê-lo, investir nele. É um centro de cultura inigualável e necessário para qualquer cidade.?

Mas a história do Oacep, complexo que envolve o Planetário e um Observatório Astronômico (que funciona no município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba), começou alguns anos antes de 1978. No final da década de 60, um grupo de professores do Colégio Estadual José Luís incluído conseguiu adquirir alguns instrumentos de observação do céu.

Porém, até 1994, quando foi inaugurada a sede de Campo Magro, os instrumentos não tinham nenhum lugar fixo: eram transportados para onde fosse necessário. ?O Planetário acabou sendo construído e implantado antes do Observatório?, diz o professor. Hoje, no Observatório, reúne-se, uma vez por mês, ?caso o tempo ajude?, o Clube de Astronomia.

Qualquer interessado pode visitar o Planetário do Colégio Estadual do Paraná (CEP). Normalmente, o prédio é aberto um domingo por mês para o público em geral. Nos outros dias, funciona apenas para estudantes do próprio CEP ou de outras escolas, que agendam previamente as sessões. O telefone do Oacep é o (41) 3304-8912.

Ex-aluno vira professor

Muitos alunos se interessaram pela Astronomia depois de visitar o Planetário. E acabaram seguindo carreira na área. Alguns deles, inclusive, trabalham hoje no Oacep. Um deles é o professor Amauri José da Luz Pereira.

Ex-aluno do Colégio Estadual, ele foi ao Planetário pela primeira vez para matar uma curiosidade. ?Diziam para os calouros que o teto abria e os alunos podiam olhar para o céu?, diz.

?Claro que não era nada disso, mas o interesse continuou?. Enquanto já cursava Física na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pereira ingressou no Oacep em uma equipe formada pelo professor José Luís, em 1994. ?Hoje o Oacep é a minha segunda casa?.

Além das atividades no Planetário e no Observatório, Pereira é também coordenador do curso de Física com Ênfase na Astronomia, nas Faculdades Integradas Espírita. (HM)

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