A Polícia Ambiental de Mandaguari, na região noroeste do estado, recebeu nesta semana um pedido inusitado. Um homem decidiu entregar 153 cobras peçonhentas, que eram mantidas em sigilo na casa do morador. As 152 cascavéis e uma jararaca foram resgatadas por técnicos do Instituto Água e Terra de Maringá, que precisaram realizar uma operação para resgatar todos os animais.

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De acordo com a Polícia Militar, a intenção do aposentado Dirley Bortolanza não era praticar maus-tratos, mas sim de resgate. Porém, a polícia reforça que a atividade não pode ser realizada sem autorização, assim como a manutenção de animais silvestres em cativeiro.

Como a entrega dos animais foi voluntária, não houve configuração de crime ambiental. Biólogos do Instituto Água e Terra foram até o local e explicaram ao morador o perigo em manter cobras peçonhentas em casa. “Elas têm capacidade de inocular veneno e representam risco em acidentes pela picada. O veneno ocasiona diversos sintomas e pode matar”, explicou o chefe regional do instituto, Antonio Carlos Moreto.

Os animais serão encaminhados para instituições parceiras em pesquisa e produção de soro antipeçonhentos, como o Centro de Produção e Pesquisa Imunobiológicos (CPPI). De acordo com o Instituto Água e Terra, cobras peçonhentas só podem ser criadas para fins comerciais no caso de instituições de pesquisa e produção de soro, ou como conservação, quando o animal não se adapta mais à natureza.