A polícia técnica já recebeu da Universidade Estadual de Londrina (UEL) os projetos arquitetônico, estrutural, hidraúlico e elétrico do anfiteatro do Centro de Estudos Sociais Aplicados. Esses documentos ajudarão a levantar as causas do desabamento da marquise do prédio, que matou um estudante e feriu 22 no último domingo.

O perito-chefe-adjunto do Instituto de Criminalística de Londrina, Luis Noboro Marukawa, esteve ontem na UEL para análise e confrontação dos projetos. "Estivemos observando mais os danos, agora com os projetos em mãos, para poder levantar as hipóteses." Somente na próxima semana os destroços da marquise serão retirados. A laje que desabou será retirada com um guindaste, e só depois de colher amostras, será destruída. O objetivo é verificar a resistência do material empregado. Também será avaliada a fundação do prédio.

Além do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) instituir uma comissão para investigar o caso, a UEL também instaurou uma Comissão de Sindicância Administrativa para apurar as causas do desabamento. Ontem, a UEL informou que a obra foi construída em 1999, pela Construtora Mercosul de Projetos e Obras Ltda., de Toledo.

Vítimas

Sete feridos ainda continuam internados nos hospitais Santa Casa e Universitário de Londrina – uma estudante foi transferida para Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). Dos seis estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que estavam entre as vítimas, apenas Nicole Veiga Sydney continua internada. Ontem em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, foi cremado o corpo do estudante João César Eugênio de Boscoli Rios. A UEL fará amanhã um culto ecumênico em memória do estudante.