O governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou hoje que a queda do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não deverá aumentar as chances de o PSDB de retornar à Presidência da República nas próximas eleições. Apesar de reconhecer que as denúncias que pesam sobre o ex-ministro são graves, Alckmin ressaltou que um fato isolado não é suficiente para afetar a disputa eleitoral.

"Não muda nada", disse Alckmin, após participar de uma cerimônia simbólica para a desativação do Complexo Tatuapé da Febem, onde derrubou uma das paredes da instituição."É um fato isolado. É claro que é um fato grave, gravíssimo, uma violação de sigilo bancário. Mas não é um fato que vai decidir o processo eleitoral", acrescentou o governador, em referência ao envolvimento do nome de Palocci na quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

Alckmin afirmou que o andamento da disputa eleitoral dependerá não da queda de Palocci, mas sim do conjunto da obra do governo Lula, marcada por crises e pela perda de oportunidades em meio a um cenário de crescimento internacional. "Acho que o governo do PT vai ser substituído ou vai querer mudar pelo conjunto da obra", disse o governador paulista.

O candidato tucano também aproveitou a ocasião para retomar o discurso de que não pretende fazer uma campanha agressiva contra o presidente Lula ou o PT, mas sim se concentrar nas ações de seu governo em São Paulo e em suas propostas para o âmbito federal. "Vou fazer uma campanha não contra o PT, contra o Lula, mas a favor do Brasil".