O técnico Paulo Bonamigo pode respirar aliviado – pelo menos até o clássico
contra o Corinthians, domingo, no Morumbi. O Palmeiras goleou o Botafogo, neste
domingo à noite, por 4 a 1, no Parque Antártica, e salvou a cabeça do treinador,
que já admitia entregar o cargo, caso a equipe perdesse para os
cariocas.

O resultado, no entanto, não condiz com o futebol que o
Palmeiras mostrou nos 90 minutos. Os lances de bola parada fizeram a diferença.
No primeiro, um susto. Em uma das poucas aventuras do Botafogo ao ataque, um
escanteio. E da cobrança de Alex Afonso, o zagueiro Émerson – aquele mesmo que
tomou um drible desconcertante de Gil, quando defendia o São Paulo, em 2002 –
apareceu sozinho dentro da área e cabeceou para as redes: 1 a 0, aos 11 minutos.
O gol desestruturou o Palmeiras e irritou Bonamigo. Afinal, a jogada havia sido
treinada a exaustão na sexta-feira e ninguém marcou o zagueiro da equipe
carioca.

O Palmeiras só voltou a acordar depois de carimbar por duas
vezes o travessão do goleiro Max. A primeira na cabeçada (contra) do lateral
Oziel e outra na cobrança de falta de Baiano chutando do "meio da rua". E foi
só. No resto do primeiro tempo, o Palmeiras viveu dos inúmeros "chuveirinhos" à
procura do grandalhão Gioino, que parecia se esconder atrás dos marcadores. O
argentino não convenceu nem o técnico Paulo Bonamigo, que recorreu ao garoto
Alex Afonso para a segunda etapa.

Mesmo assim, o Palmeiras continuou mal
na partida. A forte marcação do Botafogo parava Juninho, Pedrinho e Marcinho e o
árbitro Márcio Resende de Freitas não queria nem saber de advertir com cartão. A
história só mudou a partir dos 26. Pedrinho dividiu com Oziel e o juiz assinalou
falta. Na cobrança Pedrinho acertou o ângulo, como se tivesse colocado com a
mão. Um golaço!

No banco, Paulo Bonamigo respirava aliviado, mas faltava
a virada para continuar no cargo. E ela veio. Pênalti de Rafael Marques e Alex
Afonso e cobrança perfeita de Marcinho. "Ufa!" pensou Bonamigo. O emprego estava
garantido por mais uma semana.

Aos 35, outro pênalti contra os cariocas.
De Túlio em Pedrinho. O botafoguense foi expulso e Marcinho não perdoou mais uma
vez: 3 a 1. Quando Marcinho fez o quarto, o Botafogo já estava entregue. Nos
acréscimos, Almir ainda desperdiçou um pênalti, acertando a trave.