Em nota divulgada hoje (31) à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores informou que a embaixada brasileira em Tel-Aviv está em contato com a família de Helena Levy e que já está prestando toda a assistência necessária. A nota do Itamaraty condena "com veemência" o atentado com bomba matou a brasileira, de 59 anos, na Cisjordânia, na noite de ontem (30).

Helena e seu marido, Rafi Levy, pararam o carro para dar carona a dois jovens israelenses, quando um terrorista árabe forçou a entrada no veículo, detonando, em seguida, um explosivo próximo ao assentamento judeu de Kedumin, no território palestino. Todas as pessoas que estavam no carro morreram na explosão. Tel-Aviv é a segunda maior cidade de Israel, localizada na costa do Mediterrâneo.

Helena morava há mais de 40 anos em Israel para onde se mudou, depois de casar-se com seu marido israelense. Ela tinha quatro filhos e três netos. Como a tradição judaica não permite funerais aos sábados, o sepultamento só acontecerá no domingo (2).

Os familiares da brasileira, que moram no Rio de Janeiro, deverão acompanhar o funeral. Segundo Jacob Tenembaum, cunhado de Helena casado sua irmã, ela era alegre, humilde e tinha planos de voltar a morar no Brasil, porque gostava muito do país.

"Nós íamos dia 11 para lá, porque 11 de abril é a páscoa nossa. E ela já tinha preparado tudinho. A irmã dela ia levar tanta coisa para ela, que ela gosta daqui", conta Tenembaum, acrescentando que a viagem será antecipada por conta do funeral. "E não adianta. Toda vida é essa guerra. Queremos a paz".