Arquivo / O Estado
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O Paraná na quinta posição no ranking nacional, com a receita de vendas atingindo R$ 62,9 bilhões, com
destaque para a soja.

A indústria do Paraná é a que mais aumentou a participação no total de vendas das indústrias brasileiras, entre 2000 e 2004, ao passar de 5,9% a 6,9%. Os números fazem parte da pesquisa divulgada nesta segunda-feira (26) pelo IBGE e que mostra o Paraná na quinta posição no ranking nacional, com a receita de vendas atingindo R$ 62,9 bilhões ? R$ 500 milhões a menos que o Rio de Janeiro, 4º colocado.

O Paraná responde por 9,7% das exportações nacionais, ocupando a 4a posição no ranking nacional, com destaque para a soja e seus derivados que, em conjunto, foram responsáveis por 31% das exportações paranaenses em 2004. Esses números fazem parte da Pesquisa Industrial Anual (PIA 2004) divulgada nesta segunda-feira (26) pelo IBGE, que mostra entre outras coisas que as empresas industriais ampliaram de modo significativo a participação das exportações no total de seu faturamento entre 1996 e 2004, de 10,8% (R$ 38,8 bilões) para 20,4% (R$ 239,5 bilhões).

Em 2004, 18.600 empresas fizeram parte da PIA-Produto. Foram coletadas informações sobre a linha de produção de cerca de 26 mil plantas industriais que, em conjunto, registraram vendas da ordem de R$ 908 bilhões, o que representa 82% das vendas da indústria brasileira. Os 100 produtos de maior valor de vendas concentraram 51% do valor total levantado pela pesquisa. Dos 95 segmentos analisados, 85 ampliam sua receita proveniente das exportações, como proporção das vendas totais, isto é, expandem seu coeficiente de exportação. Este movimento também foi verificado nos três portes de empresa (pequena, média e grande)

Doze ramos industriais se mantêm entre os de alta abertura às exportações. Entre os segmentos industriais, 12 permaneceram nos três anos de análise entre os de alta abertura às exportações: indústria extrativa; conservas de frutas, legumes e outros vegetais; óleos e gorduras vegetais e animais; produtos do fumo; curtimento e outras preparações de couro; madeira; celulose e outros pastas para a fabricação de papel; ferro gusa, ferroligas e siderurgia; metalurgia de metais não-ferrosos; máquinas e equipamentos de uso na extração mineral e construção; fabricação de armas, munições e equipamentos militares; e aeronaves. Em 2004, estes segmentos responderam por cerca de 40% do total exportado e por 20,0% do valor da transformação.

Entre os que se tornaram relativamente mais exportadores, destacam-se embarcações, que saiu do grupo de baixa intensidade exportadora (em 1996 e 2000) para o de alta (em 2004); e o de abate e preparação de carne e de pescado, único que mostrou clara evolução a cada ano analisado. Estes dois setores juntos respondiam por cerca 2,0% do total exportado, em 1996, e passaram para aproximadamente 8,5% em 2004. Em contrapartida, o ramo de material elétrico para veículos (exceto baterias) teve movimento inverso, ou seja, saiu da categoria alta em 1996, passou para a de média-alta em 2000, e ficou como de média-baixa em 2004.

Em 2004, os segmentos que lideraram as exportações, segundo porte de empresa, foram os seguintes: nas grandes empresas, óleos e gorduras vegetais e animais (9,8%); abate e preparação de carne e pescado (9,5%); ferro-gusa, ferroligas e siderurgia (8,4%); automóveis, camionetas e utilitários (7,7%); extrativa mineral (7,1%) e produtos derivados do petróleo (6,9%); nas médias empresas, madeira (9,3%); ferro-gusa, ferroligas e siderurgia (9,1%); resinas e elastômeros (4,9%) e produtos e preparados químicos diversos (4,6%) e nas pequenas empresas, madeira (15,4%); extrativa mineral (11,0%); conservas de frutas, legumes e outros vegetais (5,8%); e ferro-gusa, ferroligas e siderurgia (4,4%).