O Paraná teve variação positiva de 6,9% nas vendas do comércio varejista no mês de junho. Já a média nacional de vendas subiu 0,2%, segundo os números divulgados na Pesquisa Mensal do Comércio, nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos, que esperavam um desempenho desde uma queda de 0,70% a uma expansão de 0,50%, com mediana de variação zero.

No ano, o Estado acumula alta de 5,1%, e variação positiva de 6,4% nos últimos 12 meses. Os setores que mais contribuíram para o crescimento de 6,9% registrado em junho foram móveis e eletrodomésticos (10,5%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos (16%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (25,5%).

Outras variações positivas nas vendas do comércio varejista do Paraná ocorreram nas atividades de hipermercados, alimentos e bebidas (6,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,1%) e tecidos, vestuário e calçados (2,5%). Os grupos que tiveram queda foram combustíveis e lubrificantes (4,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (3,2%).

Atividades

Cinco das atividades que compõem o varejo tiveram variações positivas no volume de vendas na média nacional em junho ante maio. Aumentaram as vendas os ramos de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (9,1%); tecidos, vestuário e calçados (3,0%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%); material de construção (1,0%); combustíveis e lubrificantes (0,2%).

Já as variações negativas foram verificadas por artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,1%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%); móveis e eletrodomésticos (-0,2%); livros, jornais, revistas e papelaria (-0,3%); e veículos e motos, partes e peças (-0,7%).

Na comparação com junho do ano passado, todas as oito atividades do varejo restrito obtiveram aumento no volume de vendas: 16,3% em móveis e eletrodomésticos; 2,7% em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 12,0% em tecidos, vestuário e calçados; 34,3% em equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação; 12,4% em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; 3,2% em outros artigos de uso pessoal e doméstico; 1,1% em combustíveis e lubrificantes e 8,9% em livros, jornais, revistas e papelaria.

Comparação

Na comparação com junho do ano passado, as vendas do varejo do País tiveram alta de 7,1% em junho deste ano. Nesse confronto, as projeções variavam de uma alta de 5,80% a 7,50%, com mediana de 6,40%. Até junho, as vendas do setor acumulam altas de 7,3% no ano e de 8,9% nos últimos 12 meses.