O equilíbrio de forças entre as desacelerações de preços em Alimentação (de 1,45% para 1,27%) e em Educação, Leitura e Recreação (de 0,57% para 0,36%); e a elevação de preços mais intensa em Habitação (de 0,02% para 0,24%), fez com que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) até 22 de agosto apresentasse taxa idêntica ao do resultado anterior, até 15 de agosto (0,42%). A análise é do economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No grupo Alimentação, dos dez produtos mais importantes da cesta básica, cinco estão em aceleração ou queda mais fraca: arroz e feijão (de 1,71% para 2,09%); hortaliças e legumes (de -0,02% para 1,84%); massas e farinhas (de 1,09% para 1,36%); panificados (de 1,09% para 1,32%); e adoçantes (de -1,95% para -1,34%). Já a inflação do grupo Habitação continua sendo puxada para cima pela aceleração do preço da tarifa de telefone residencial (de 1,65% para 1,79%) e pela queda mais fraca de preços em tarifa de eletricidade residencial (de -2,43% para -1 23%).

O próximo IPC-S, que será referente à quadrissemana encerrada em 31 de agosto, deve registrar taxa maior do que a divulgada hoje, prevê André Braz, uma vez que itens de peso no cálculo do indicador podem registrar aceleração ou queda mais fraca. É o caso do setor de combustíveis. Na passagem do IPC-S até 15 de agosto para o índice até 22 de agosto, houve deflações de preços menos intensas em álcool combustível (de -5,83% para -5,73%) e em gasolina (de -1,14% para -0,94%), porque a safra de cana-de-açúcar que elevou a oferta já passou do seu auge.