A desaceleração no ritmo de alta do Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), de 0,40% para 0,14% de agosto para setembro foi influenciado pelo declínio de 0,04% registrado em Mão de Obra. Em agosto, esse item apresentava taxa positiva de 0,56%. O motivo da queda, conforme a Fundação Getulio Vargas (FGV), foi ajuste nos níveis salariais de algumas ocupações.

Já no segmento de Materiais, Equipamentos e Serviços (de 0,20% para 0,37%), o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,42%, na comparação com 0,22% em agosto. Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura: de 0,14% para 0,56% no nono mês do ano.

A parcela referente a Serviços, que passou de 0,10% em agosto para 0,17%, em setembro, teve como destaque para pressão inflacionária apurada em carreto para retirada de entulho. O item saiu de uma queda de 0,12% para alta de 0,59%.

Em setembro, as maiores influências de alta no INCC-M em setembro em relação a agosto foi observada em condutores elétricos (3,36% ante 0,73%); massa de concreto (0,89% ante 1,69%); cimento Portland comum (0,71% ante -1,92%); vergalhões e arames de aço ao carbono (0,61% ante 0,94%); e madeira para telhados (1,09% ante 0,83%).

Já as principais fontes de alívio no INCC-M foram registradas em carpinteiro (fôrma, esquadria e telhado), com recuo de 0,14% após elevação de 0,51%; esquadrias de alumínio, que apresentou queda de 0,24% depois de alta de 0,48%; armador ou ferreiro, cuja taxa ficou negativa em 0,22% em relação à elevação de 0,66% em agosto; materiais elétricos, com recuo de 0,39% no confronto com aumento de 0,53%; e metais para instalações hidráulicas (-0,18% ante alta de 0,66%).

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.