O dólar interrompeu ontem uma seqüência de quatro dias de alta e encerrou em baixa de 0,56%, vendido a R$ 3,196. Porém, a moeda dos EUA acumulou valorização de 3,3% na semana e 10% no ano. Na abertura dos negócios, a divisa chegou a subir 0,80%, atingindo a cotação máxima de R$ 3,241, com especulações sobre o cenário político. Exportadores aproveitaram a alta e venderam dólares, o que provocou a virada das cotações.

O Ibovespa, que reúne as 54 ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 0,25%, aos 18.285 pontos. O pregão teve um volume fraco (R$ 760 milhões), abaixo da média diária do ano (R$ 1,2 bilhão).

Também contribuiu para o recuo da moeda dos EUA a declaração de um ministro saudita sobre a proposta de elevar a produção de petróleo a ser analisada pela Opep (cartel dos produtores). Em NY, o preço do barril caiu e fechou abaixo de US$ 40.

Mesmo com a trégua desta sexta-feira, a disparada do dólar já começa a provocar reajustes de preços. A Semp Toshiba anunciou aumento de 10% nos preços de produtos como TV, vídeo, DVD, computador e câmera digital, a partir de junho.

Já o Pão de Açúcar cancelou a captação de R$ 900 milhões com a venda de debêntures (títulos privados em reais), cuja remuneração aos investidores seria definida pela variação do dólar.

Os títulos da dívida externa tiveram oscilações discretas. O risco-Brasil, que mede a desconfiança estrangeira no País, recuou quase 1%, aos 744 pontos. O C-Bond e o Global 40 também valorizaram um pouco, em torno de 0,10%. O Ibovespa (54 ações mais negociadas da Bolsa) subiu 0,25%.