O líder da associação bancária da Alemanha BdB, Michael Kemmer, aceitou uma participação cautelosa dos bancos privados no reescalonamento da dívida grega, como a proposta pelo ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble.

Em entrevista hoje à rádio Deutschlandfunk, ele disse que essa participação precisaria ser voluntária para que as agências de avaliação de rating não vejam isso como um default e os mercados financeiros não sejam tomados por nervosismo. A BdB representa bancos comerciais como o Deutsche Bank e o Commerzbank. “O que Schaeuble propôs, em princípio, não é irracional, a nossa instituição poderia também participar”, afirmou, mas salientou que a proposta precisa se tornar mais concreta. “Há detalhes importantes sem esclarecimentos”.

Kemmer afirmou que o prolongamento dos vencimentos da dívida não seria necessariamente um default desordenado de crédito. Mas a questão que precisa ser respondida é se as agência de avaliação considerariam o procedimento um “evento de crédito”. “Se esse for o caso, provocaria uma reação em cadeia”, disse Kemmer. “Precisamos ser muito cautelosos para que isso não ocorra”, disse. No caso de um evento de crédito, lembrou o ministro, haveria riscos de contágio significativos na zona do euro.

De acordo com dados do Bundesbank, os bancos alemães detêm 18 bilhões de euros em dívida grega. As informações são da Dow Jones.