O mercado de câmbio registrou desvalorização nesta segunda-feira (5), e o dólar fechou na cotação mais baixa desde o dia 10 de maio do ano passado. Tanto o dólar comercial, negociado no mercado interbancário, quanto o dólar à vista do pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros recuaram 0,52%, para R$ 2,094.

O Banco Central realizou seu leilão de compra da moeda, como de costume, o que reduziu a queda momentaneamente. Pouco depois, contudo, o dólar acelerou a baixa novamente. No leilão, o Banco Central aceitou um número menor de propostas (cerca de seis) ante sexta-feira (cerca de 12), mas ainda acatou mais propostas do que a média das semanas anteriores, de três a quatro por operação.

"Por enquanto, ainda não é possível estimar o volume adquirido pelo BC hoje. Mas comenta-se no mercado agora que é possível a autoridade monetária vir a retomar as ofertas de contrato de swap cambial reverso, já que o mercado é francamente vendedor", afirmou um operador.

O fato é que o mercado está contando apenas com um comprador potencial, que é o BC, enquanto a oferta tem sido grande no mercado à vista e futuro, tendo em vista os fundamentos positivos do País que asseguram a continuidade de um fluxo cambial favorável. Além disso, há várias operações de ofertas iniciais de ações em andamento na Bovespa e muita arbitragem entre dólar e real feitas por investidores estrangeiros e locais no mercado futuro. "Comenta-se agora que, para tentar conter a baixa, o BC pode retomar a oferta de swap reverso, já que a compra da moeda no mercado à vista tem efeito restrito sobre a formação de preço", disse um operador.