A dívida total em títulos públicos federais que estão no mercado doméstico registrou ligeira queda em julho, somando R$ 1,014 trilhão. O impacto dos juros na dívida de julho foi de R$ 11,7 bilhões. Mas, por conta do resgate líquido de R$ 13,85 bilhões em títulos feito pelo Tesouro Nacional, a dívida caiu em relação a junho (R$ 1,016 trilhão).

Segundo o Tesouro Nacional, a participação dos títulos com juros prefixados caiu de 31,45% em junho para 30,36% em julho, atingindo R$ 307,79 bilhões. Os títulos atrelados à taxa Selic (pós-fixados) se mantiveram praticamente estáveis, passando de 46,25% em junho para 46,95% em julho, totalizando R$ 476,02 bilhões. Os papéis indexados a índices de preços também tiveram pouca alteração no período, passando de 21,73% para 21,91% do total da dívida mobiliária. Esses papéis representam R$ 222,17 bilhões. O Brasil também continua credor em dólar no equivalente a R$ 14,63 bilhões (1,44%). Já os papéis corrigidos pela TR (Taxa Referencial) subiram de 2% na participação da dívida total em junho para 2,23% em julho, totalizando R$ 22,52 bilhões.

Prazo médio

O prazo médio do estoque de títulos do governo federal subiu para 29,95 meses em julho. Em junho, o prazo médio estava em 29 22 meses. O intervalo definido do Plano Anual de Financiamento da Dívida deste ano prevê que o prazo médio fique entre 30 e 35 meses.

O prazo médio da dívida prefixada subiu de 10,84 meses para 11 89 meses de junho para julho. Já os títulos atrelados à taxa Selic tiveram prazo elevado de 19,56 meses para 19,95 meses. Os papéis vinculados a índices de preços tiveram seu prazo médio reduzido de 65,50 meses para 64,99 meses. A parcela atrelada à taxa de câmbio, por sua vez, teve prazo médio reduzido de 70,98 meses para 70,0 meses. Por fim, os títulos com rentabilidade atrelada à TR tiveram prazo aumentado de 81,24 meses para 82,18 meses.

A dívida de curto prazo (a vencer em 12 meses) teve ligeira alta de junho para julho, passando de 41,13% para 41,20% do total, o equivalente a R$ 417,70 bilhões. Os papéis prefixados são os que têm o maior volume a vencer dentro de um ano: 64,65% do total desta categoria. Em junho, os prefixados a vencer em 12 meses representavam 58,97% do total dos prefixados.

Nos títulos atrelados à taxa Selic, a parcela a vencer em 12 meses caiu de 43,10% para 39,93% do total deste grupo. Os vinculados a índices de preços, por sua vez, ficaram estáveis, com 14,50% também do total da categoria. Já os títulos atrelados à taxa de câmbio que vencem em 12 meses subiram de 44,0% para 44 16% do total dos títulos indexados ao dólar.

As instituições financeiras estrangeiras adquiriram 30,9% do volume total de títulos públicos emitidos no mês de julho. Grande parte desses títulos foram prefixados, na sua maioria com vencimentos acima de 10 anos. As instituições estrangeiras ficaram com 46,9% do total de títulos prefixados emitidos no mês. Essas instituições também adquiriram 22,4% dos papéis atrelados a índices de preços e somente 4,4% dos títulos reajustados pela taxa Selic.

Já as instituições financeiras nacionais adquiriram 69,1% do volume total de títulos públicos emitidos em julho. No entanto, a procura maior foi pelos títulos atrelados à taxa Selic. Os bancos nacionais ficaram com 95,6% desses papéis, no mês de julho. Os bancos nacionais também adquiriram 77,4% dos títulos atrelados a índices de preço e 53,1% dos papéis prefixados.