São Paulo – O preço da cesta básica subiu em todas as 16 capitais brasileiras analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (3) referente ao mês de março.

De acordo com a pesquisa, os aumentos mais significativos ocorreram em Fortaleza (9,42%), Rio de Janeiro (8,20%), Aracaju (5,72%) e Curitiba (5,11%). As menores variações ocorreram em Goiânia (0,29%) e Vitória (0,99%).

No acumulado dos últimos 12 meses, a pesquisa constatou que também houve aumento da cesta básica em todas as 16 capitais analisadas. Os maiores aumentos ocorreram em Fortaleza (25,09%), Porto Alegre (17,57%), Belo Horizonte (15,23%) e Belém (15%). Os menores aumentos aconteceram em Brasília (4,03%) e Goiânia (4,66%).

Os produtos da cesta básica que tiveram as maiores altas de preços foram tomate, café e manteiga. Houve queda nos preços do arroz, óleo de soja e feijão. Em São Paulo, dos 13 itens que compõem a cesta básica do paulistano, oito subiram: tomate,  batata, café em pó, banana nanica, manteiga, leite in natura tipo C, carne bovina de primeira e pão francês. Houve queda apenas nos preços do óleo de soja, arroz agulhinha tipo 2, açúcar refinado e feijão carioquinha. A farinha de trigo manteve o preço.

Porto Alegre é a capital que, novamente, apresentou a cesta mais cara do país. Na capital gaúcha, a cesta básica custou, em média, em março, R$ 192,94. A cesta mais barata é a de João Pessoa, com o preço médio de R$ 147,62.

A pesquisa do Dieese também apurou que o salário mínimo ideal para o brasileiro, suficiente para cobrir despesas de alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria em março de R$ 1.620,89, uma média 4,6 vezes maior que o salário mínimo até março de R$ 350. O trabalhador brasileiro, que ganha atualmente o salário mínimo, deveria trabalhar 106 horas e 36 minutos para poder adquirir uma cesta básica em março.