Cerca de 100 pessoas se reúnem em frente à Câmara Municipal de Curitiba em atos a favor e contra o projeto da Escola Sem Partido. As manifestações foram organizadas pelas redes sociais e, ao se encontrarem, os dois grupos trocaram xingamentos e houve até mesmo um princípio de confusão entre membros das duas frentes. Duas pessoas foram detidas.

A Polícia Militar acompanha os protestos e chegou a dividir os grupos para evitar novos confrontos. Manifestantes que se opõem o projeto ocupam as escadarias da Câmara e gritam palavras de ordem enquanto exibem cartazes contra a proposta. Já os defensores da ideia também expõem faixas, discursam sobre a necessidade de se aprovar o projeto e batem boca com os demais manifestantes. Os dois grupos contam com carros de som.

O ato a favor do Escola Sem Partido foi organizado pelo grupo Movimento Brasil Livre e teve início na Boca Maldita, na região central da cidade. O grupo seguiu em caminhada pela Rua XV de Novembro em direção à Câmara também gritando palavras de ordem. Em determinado ponto do trajeto, eles se encontraram com estudantes do Colégio Estadual do Paraná e houve mais troca de gritos e xingamentos.

Confusão na Câmara

Alguns vereadores também acompanham o protesto, como é o caso de Goura (PDT), que diz acreditar que o projeto subestima os jovens. “Escola tem que ser palco de questionamentos, de filosofia. Na semana passada o prefeito veio aqui e disse da inocência das crianças. Esse projeto não separa estado de igreja”, aponta o parlamentar.

Já os apoiadores da proposta defendem que a escola não deve ser uada para militância política. “ O que estamos vendo aqui são jovens com os rostos cobertos como se fossem bandidos, mas não são. São idealistas e estão sendo ensinados de forma errada nas escolas”, aponta Eder Borges, coordenador do MBL em Curitiba.

Por volta das 10h10, quando muitos dos apoiadores do projeto já começavam a se dispersar, houve mais briga. Apoiadores do projeto estavam começando a se dispersar quando opositores ao Escola Sem Partido colocaram fogo em algumas faixas. Houve mais empurrões e alguns e alguns manifestantes trocaram chutes e socos. A PM precisou intervir para acabar com a confusão. Um professor de 44 anos e um jovem de 16 foram detidos acusados de agressão.