Lockdown é um termo que vem sendo cada vez mais frequente na vida dos paranaenses e curitibanos. Nesta segunda-feira (29), por exemplo, após uma ação contra o Estado do Paraná, o Ministério Público pediu o fechamento do comércio e das atividades não essenciais como medida de contenção ao coronavírus. Em resposta, o governador Ratinho Júnior disse que o lockdown no Paraná não será aplicado em sua totalidade, mas que prepara, em reunião nesta terça-feira (30), uma série de medidas mais rígidas de controle ao avanço da doença. Mas o que significa lockdown?

*AO VIVO: Ratinho Junior anuncia novas medidas para o Paraná

Na ação, o MP pede lockdown no Paraná, mas em pequenas regiões do Oeste e Leste, onde fica Curitiba, para frear o avanço da doença. Segundo boletim mais recente, o Paraná tem 600 mortes e 21 mil casos confirmados. Apenas em Curitiba são 145 mortes e 5 mil casos confirmados.

O lockdown no Paraná já foi tratado diversas vezes pelo secretário de saúde Beto Preto. Em Curitiba, a Secretaria de Saúde ressalta que a medida, se for tomada, deverá ser cirúrgica, ou seja, num momento certo e por um período de tempo determinado.

O que acontece quando se decreta lockdown

Em inglês, lockdown significa confinamento. Na crise do coronavírus, o termo tem designado o bloqueio total de um perímetro urbano, para que não haja entrada e saída de pessoas. Normalmente, ele é acompanhado de medidas mais extremas também de restrição da circulação interna, como a penalização de pessoas físicas ou jurídicas que desrespeitem decretos do governo. Além disso, o uso de máscara passa a ser obrigatório nos poucos casos em que a circulação é permitida.

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O Ministério da Saúde define o lockdown ou bloqueio total como o nível mais alto de segurança do isolamento social, que “pode ser necessário em situação de grave ameaça ao sistema de saúde”. A finalidade desse tipo de bloqueio é evitar que o total de infectados aumente muito rápido e isso cause sobrecarga nos hospitais.

O principal diferencial desse tipo de isolamento para os outros é que “todas as entradas do perímetro são bloqueadas por profissionais de segurança e ninguém tem permissão de entrar ou sair do perímetro isolado”, de acordo com a pasta.

O Ministério menciona o “alto custo econômico” como a maior desvantagem dessa medida, mas diz que ela é eficaz para “dar tempo para reorganização do sistema em situação de aceleração descontrolada de casos e óbitos”. Ressalta que os países que implementaram esse tipo de bloqueio “conseguiram sair mais rápido do momento mais crítico” de expansão da Covid-19.


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