Pesquisa divulgada nesta terça-feira (6) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que 13 das 16 capitais brasileiras analisadas apresentaram alta de até 11,51% no preço dacesta básica.

A alta, segundo o Dieese, foi puxada pelos preços do tomate, que subiu em 15 capitais, e do café, que registrou aumento em 13 cidades. A carne, produto de maior peso da cesta básica, apresentou queda em fevereiro. O preço do produto baixou em 10 capitais, com queda mais expressiva em Recife, de menos 3,44%.

A queda mais significativa do preço da cesta ocorreu em Porto Alegre, menos 0,81%, seguida por Aracaju, menos 0,76%, e Florianópolis, menos 0,09%. A cesta básica mais cara voltou a ser a de São Paulo, no valor de R$ 185,96, uma alta de 0,67% no mês.

No acumulado dos dois meses de 2007, o preço da cesta básica apresentou elevação em 15 capitais, com o maior aumento registrado em Recife, de 12,70%. Apenas em Porto Alegre a variação acumulada foi negativa em 0,74%.

Já na comparação com os últimos 12 meses, nenhuma capital apresentou variação acumulada negativa. Recife, com 17%, e Belo Horizonte, 13,90%, registraram as maiores elevações. A menor alta se deu em Brasília, de 1,69%.

Apesar da predominância de alta, segundo o Dieese houve uma pequena redução no valor considerado ideal para o salário mínimo. Se em janeiroo salário mínimo deveria ser de R$ 1.565,61 em fevereiro o ideal seria de R$1.562,25, 4,4 vezes o valor do salário mínimo atual.

Para o Dieese, o salário mínimo ideal deveria ser suficiente para cobrir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestiário, higiene, transporte, lazer e previdência.

A pesquisa do Dieese apurou também que o brasileiro precisou trabalhar, em média, 102 horas e 37 minutos em fevereiro para poder comprar umacesta básica.