Os números de assaltos nos cruzamentos de Curitiba caíram pela metade nos primeiros quatro meses de 2004 se comparado ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 206 ocorrências registradas pela Polícia Militar neste ano, contra 407 registros em 2003. De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, a queda é resultado do trabalho estruturado e intenso da PM para coibir a criminalidade nos cruzamentos de Curitiba. “Quando o governador Roberto Requião assumiu o governo em janeiro de 2003, nós computávamos 197 assaltos em semáforos nos primeiros 30 dias do ano. Agora já reduzimos a média para cinqüenta assaltos por mês”, exemplificou.

Estes números significam que, quando o novo Governo assumiu, pelo menos seis assaltos em cruzamentos aconteciam todos os dias em Curitiba. Agora, esta média é menor do que dois roubos por dia na cidade. “Com o programa Paraná contra o Crime, que colocou mais de mil policiais nas ruas de Curitiba e região estes números vão cair ainda mais”, disse Delazari.

De acordo com o chefe do Planejamento da Polícia Militar do Paraná, major César Alberto Souza, planos especiais foram montados para reduzir os índices de assaltos em semáforos. Ele explica que a PM intensificou o policiamento, colocando homens nos cruzamentos mais visados pelos ladrões. “Além disso, usamos a patrulha à paisana para saber como estes criminosos agiam antes, durante e depois do assalto para que pudéssemos prendê-los”, conta. O major usa como exemplo o cruzamento da avenida Comendador Franco com a rua Guabirotuba, nas proximidades da Vila das Torres. Este local é o campeão histórico no número de roubos nos semáforos. “Há dois anos o número de ocorrências por mês neste cruzamento era de 84. Neste ano, em quatro meses foram seis registros”, diz.

Como conseqüência da intensificação do policiamento contra este crime, o major explica que os ladrões migraram para outros pontos da cidade. Um deles é o cruzamento da Brigadeiro Franco com a avenida Sete de Setembro, com treze registros nos primeiros quatro meses deste ano. “Não são quadrilhas especializadas. Geralmente são adolescentes que aproveitam um momento de descuido do motorista ou um local sem policiamento fixo”, explicou Souza.

O chefe do setor de Planejamento da PM diz ainda que a ajuda da população é essencial para o combate aos assaltos nos semáforos. Segundo ele, a partir do momento que o motorista não telefona para o 190, dificulta o mapeamento dos locais mais visados pelos ladrões. “E se a pessoa telefona, mas não registra queixa na delegacia, o policial pode prender o assaltante, mas se não existe queixa temos que liberá-los”, diz.